Lucro da XP (XPBR31) sobe 5%, no 2º trimestre, e atinge R$ 1,4 bilhão; captação cresce três vezes
A XP Inc. (XPBR31) encerrou o segundo trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 1,4 bilhão, um incremento de 5% tanto na comparação com os primeiros três meses do ano e em relação a igual período no ano passado.
A captação líquida totalizou R$ 28 bilhões, praticamente o triplo do reportado 12 meses atrás, quando os ingressos foram de apenas R$ 10 bilhões.
Os ativos em custódia (AUM) somaram R$ 1,5 trilhão, estáveis no trimestre, mas com alta de 12% em 12 meses, para uma base de 4,772 milhões de clientes ativos.
Considerando-se na conta gestão e administração de recursos, o volumes atingiram R$ 2,2 trilhões, crescimento de 17% na comparação anual, e de 4,8% no trimestre.
A receita bruta atingiu R$ 5 bilhões no segundo trimestre de 2026, com alta trimestral de 2,8%, e de 8% em 12 meses.
O EBT (lucro antes de impostos) ajustado alcançou R$ 1,5 bilhão, com avanço de 11,8% no trimestre e de 15% em 12 meses.
O varejo manteve o ritmo que a administração tem defendido como “soft guidance” (meta informal), de R$ 20 bilhões em captação a cada trimestre, “com evolução da diversificação das receitas e ampliação da participação de novas linhas de negócio”, conforme o release distribuído à imprensa.
O banco de atacado contribuiu com uma receita de R$ 1,2 bilhão no período, com incremento trimestral de 2,53% e de 32% na comparação anual, puxado pelo segmento corporativo, segundo a XP.
A companhia lançou novos serviços para o público empresarial no período, com destaque para a entrada no segmento de credenciamento de lojistas e o lançamento do cartão PJ com cashback, replicando o modelo já adotado na base de pessoas físicas.
“O segundo trimestre materializa a força do nosso modelo de negócios e a consistência da nossa execução.
Seguimos crescendo, ampliando a satisfação dos nossos clientes e fortalecendo nosso portfólio com soluções cada vez mais completas para pessoas físicas e empresas.
Continuaremos ampliando a relevância da XP na vida financeira dos clientes e fortalecendo nossa posição para alcançar a liderança em investimentos no Brasil ao longo da próxima década”, afirma Thiago Maffra, CEO da XP Inc, em nota.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) alcançou 22,5%, diante de um índice de Basileia que “permanece em níveis confortáveis”, segundo a XP, acima do guidance de 16% a 19%, “refletindo eficiência operacional e disciplina na alocação de capital”.
Na sua estratégia de gestão de capital, a companhia segue com suas iniciativas de remuneração aos acionistas, tendo concluído o programa de recompra de R$ 1 bilhão e iniciado a execução de um novo programa de R$ 1 bilhão.
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