Federação escanteia Tereza Cristina e declara apoio à reeleição de Alcolumbre
A Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), declarou nesta terça-feira (27) apoio à reeleição do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à Presidência do Senado Federal e do Congresso Nacional.
O posicionamento representa um revés para a senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP-MS), que já havia manifestado publicamente o desejo de disputar o comando da Casa a partir de fevereiro de 2027.
A decisão coloca Tereza em uma situação delicada dentro da própria federação, já que o partido ao qual é filiada passou a apoiar a continuidade de Alcolumbre no cargo.
A senadora vinha articulando sua candidatura e defendendo a possibilidade de se tornar a primeira mulher a presidir o Senado.
Em nota assinada pelos presidentes nacionais das duas siglas, Antonio Rueda, do União Brasil, e Ciro Nogueira, do Progressistas, a federação justificou o apoio à recondução de Alcolumbre pela necessidade de estabilidade institucional, equilíbrio político e continuidade do diálogo no Congresso.
“A experiência e a liderança de Davi Alcolumbre, demonstradas na condução do Senado Federal e do Congresso Nacional, especialmente em momentos de grandes desafios políticos, reafirmam sua capacidade de promover o diálogo, construir consensos e preservar a independência do Parlamento e a harmonia entre os Poderes”, afirma o comunicado.
A federação também destacou a parceria construída ao longo dos anos com o atual presidente do Senado e reafirmou o compromisso com um Congresso forte e independente.
Tereza reage e destaca "voto secreto" - Após o anúncio, Tereza Cristina divulgou uma nota em que ressaltou que a escolha do presidente do Senado será feita em fevereiro, por meio do voto secreto dos 81 integrantes da Casa.
Sem mencionar diretamente o apoio declarado pela federação a Alcolumbre, a senadora destacou que os parlamentares eleitos e reeleitos ainda não foram diplomados e terão liberdade para decidir o posicionamento.
“A eleição da Presidência do Senado é decidida em fevereiro pelo voto livre, soberano e secreto de cada um dos 81 senadores”, afirmou.
A parlamentar também lembrou que os 54 senadores eleitos e reeleitos para a próxima legislatura ainda têm o direito de expressar sua vontade no momento adequado, levando em consideração os eleitores que representam.
Como líder do Progressistas, Tereza afirmou que pretende ouvir os colegas e receber os novos integrantes da Casa, com atenção especial às 12 novas senadoras da bancada feminina.
“Quero ouvir todos, como sempre fiz, pois o diálogo no Parlamento é tudo”, declarou.
A manifestação sinaliza que a senadora não considera a posição da federação suficiente para encerrar antecipadamente a discussão sobre a sucessão no Senado.
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