Mistério no córrego: restos de animais são de javalis, e não de capivaras
Os restos de animais encontrados em um córrego na Avenida Florestal, em Campo Grande, são de javalis, e não de capivaras, como havia sido informado inicialmente.
A Polícia Civil investiga o descarte irregular do material e apura se houve crime de poluição ambiental.
No local, os policiais recolheram 13 patas e couros.
Pela quantidade de patas, a estimativa é de que os restos sejam de pelo menos quatro javalis.
O material estava em um saco de lixo preto, encontrado em um córrego próximo à Avenida José Barbosa Rodrigues, no Bairro Coophatrabalho, na tarde desta terça-feira (27).
Foram até o local as equipes da Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais), da PMA (Polícia Militar Ambiental).
Havia marcas de sangue na grade de proteção do córrego.
A suspeita dos policiais é de que o saco tenha sido jogado de dentro de um carro e atingido a estrutura e se rasgado durante o descarte, deixando uma pata na calçada e um couro na água.
As circunstâncias ainda serão investigadas.
Além do descarte, a polícia vai apurar a origem dos animais e se o abate ocorreu de forma regular.
Primeira informação - O material foi encontrado pelo autônomo Carlos Bruno, de 29 anos, que passava pela região e parou na ponte.
Em um primeiro momento, ele acreditou que o material fosse de capivaras.
Regras para o controle - O javali (Sus scrofa) é uma espécie exótica invasora.
Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), seu controle é autorizado no Brasil desde 2013, mas depende do cumprimento de regras.
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