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Gestão Nunes gasta em nove meses quase todo o previsto para 2026 com subsídios de ônibus

UOL Notícias ·
Gestão Nunes gasta em nove meses quase todo o previsto para 2026 com subsídios de ônibus

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Os gastos da Prefeitura de São Paulo com subsídios pagos às empresas de ônibus praticamente atingiram em setembro o valor estimado para o ano inteiro de 2026. Por outro lado, o número de passageiros e de coletivos nas ruas tem diminuído.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e da SPTrans, estatal que gerencia o transporte público na cidade, nos nove primeiros meses do ano foram gastos cerca de R$ 6,18 bilhões. O orçamento da Prefeitura de São Paulo para 2026 previa pouco mais de R$ 6,22 bilhões.

O subsídio cobre a diferença entre a arrecadação com o pagamento de passagens e os custos do sistema, pressionados por fatores como diesel, pneus e mão de obra, conforme a gestão Ricardo Nunes ( MDB ).

Ele também, ainda segundo a prefeitura, garante gratuidades no acesso ao sistema de transporte, integração gratuita entre ônibus e descontos nas tarifas de trens e metrô .

"Sem esse aporte, a tarifa necessária para custear o sistema seria de R$ 13,49 em 2026 e R$ 11,78 em 2025", afirma a gestão municipal. Atualmente, a passagem de ônibus na cidade de São Paulo custa R$ 5,30.

Agosto foi o mês com maior valor gasto em subsídio, de quase R$ 810 milhões. Em junho, foram R$ 794 milhões.

No ano passado, essa compensação tarifária ficou em R$ 7,4 bilhões em valores corrigidos, o maior da história. Para 2027, a previsão orçamentária é de R$ 7,1 bilhões.

Apesar do avanço nos gastos com o aporte às empresas, o número de usuários do transporte público vem em queda desde a pandemia.

No mês passado, foram cerca de 169 milhões de embarques, contra 186,1 milhões no mesmo mês de 2025 (queda de 10%) e 221 milhões em 2019 (redução de 23,6%, equivalente a cerca de 52,1 milhões de passageiros no mês).

A quantidade de ônibus nas ruas também está menor. Segundo a SPTrans, em setembro deste ano eram 13,8 mil coletivos disponíveis, contra 14 mil em 2019.

Para Sérgio Ejzenberg, mestre em engenharia de transportes, se o serviço de ônibus for melhorado, com menor tempo de espera nos pontos e terminais e maior velocidade em corredores e faixas exclusivas , deixará de perder passageiros, aumentará a demanda e diminuirá a necessidade de subsídio.

"Do jeito que está, estamos pagando cada vez mais por um serviço cada vez menos utilizado. É um péssimo prognóstico", afirma.

O especialista em transportes diz que o encolhimento da participação do ônibus na matriz de mobilidade implica aumento da circulação de carros, motocicletas, ciclomotores e outros veículos , com mais congestionamentos, mortes no trânsito e poluição.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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