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Dólar sobe 1% a R$ 5,22 e Bolsa passa a cair após fala do presidente do Fed

UOL Economia ·
Dólar sobe 1% a R$ 5,22 e Bolsa passa a cair após fala do presidente do Fed

O dólar abriu esta sexta-feira estável, cotado a R$ 5,16, encerrando uma semana em que oscilou pressionado pelo fluxo externo de recursos, que levou o Banco Central a entrar no mercado com oferta da divisa americana para atender maior demanda de empresas, importadores e bancos. Hoje, a sessão é influenciada pelo discurso do presidente do Fed (Federal Reserve), o Banco Central dos Estados Unidos, em evento do órgão, com investidores aguardando sinalizações para a taxa de juros no país.

Dólar abre sexta-feira perto da estabilidade. A moeda americana começou a sessão hoje cotada no comercial para venda a R$ 5,162, variação de menos 0,01% ante fechamento de ontem. Demanda por dólares manteve mercado de câmbio sob pressão. A divisa americana oscilou mais perto do teto que do piso da faixa na qual tem oscilado desde julho, de R$ 5,05 a R$ 5,22.

Banco Central atuou ontem no mercado de câmbio. O Banco Central vendeu nesta manhã US$ 1 bilhão em moeda à vista e colocou 20 mil contratos futuros no valor de US$ 1 bilhão de swap cambial reverso, tipo de transação equivalente à compra de dólares no mercado futuro. Essas operações servem para dar liquidez de curto prazo.

Fluxo de recursos externos está negativo no mês. Segundo dados do Banco Central, o saldo entre saídas e entradas está negativo em US$ 2,6 bilhões até a última sexta-feira. O comportamento mantém viés de julho, quando déficit em transações correntes do balanço de pagamentos somou US$ 8,1 bilhões em julho de 2026 , ante US$ 6,9 bilhões em julho de 2025.

Se a pressão for pontual, a atuação do BC tende a funcionar como um amortecedor e pode ajudar a manter o dólar próximo dos níveis atuais. Mas se houver uma deterioração do cenário externo ou aumento da percepção de risco, a intervenção terá efeito mais limitado. J aqueline Neo, especialista em Câmbio e Crédito da Be.smart

Nos mercados globais, investidores aguardam fala de presidente do Fed. Com o petróleo em queda, as Bolsas da Ásia fecharam a última sessão desta semana sem direção única nesta sexta-feira , enquanto na Europa os índices apresentam viés positivo, com o preço do petróleo rondando a estabilidade. Mercados aguardam sinalizações sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos que podem ser dadas no discurso de Kevin Warsh, presidente do Fed (Federal Reserve), o Banco Central americano, no simpósio anual do órgão, evento conhecido como Jackson Hole.

Ibovespa busca oitavo pregão de alta. Ontem, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 subiu 0,31%, a 175.135 pontos, sustentando viés positivo que começou em 18 de agosto. Deste então, o indicador subiu que começou teve variação mínima, subindo 0,01%, mas o suficiente para manter o ciclo positivo. Desde a última baixa, em 18 de agosto, o indicador subiu 5,3%.

Virada estancou 11 dias consecutivos de perdas. O fluxo de investidores estrangeiros, que respondem por cerca de 60% do giro de negócios na B3, apresentou melhora, após fortes retiradas nas três primeiras semanas. Nas últimas quatro sessões, o saldo tem sido positivo, entre aportes e retiradas desse grupo.

Ação da Petrobras oscila ao redor das máximas em três meses.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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