Conmebol exige 30 mil lugares em estádios que não recebem capacidade total
Não há divulgação oficial do número de torcedores presentes ao estádio Uno, para Estudiantes 0 x 0 Flamengo.
Mas uma contradição fica evidente juntanto todas as informações disponíveis.
A Conmebol exige 30 mil lugares nos estádios das semifinais, razão pela qual o Vasco não poder jogar em São Januário na semi da Sul-Americana, apesar de já ter disputado a final de 1998 lá dentro.
No estádio Uno, há 32.530 lugares. A exigência de 4 mil visitantes obrigou o Estudiantes a adaptar um espaço onde caberiam 6 mil torcedores, mas houve perto de 3 mil rubro negros. Ou seja, de 32.500 lugares, a capacidade total não foi atingida.
A impressão visual era de lotação máxima, mas a conta dos setores disponíveis indica que só haveria 30 mil pessoas lá dentro se outros setores compensassem a perda do espaço rubro-negro. Ou seja, a soma das exigências de 30 mil lugares com 4 mil visitantes faz com que o jogo não receba o público mínimo imposto pelo regulamento.
A culpa da contradição é da Conmebol, mas também é de quem não lê antes de assinar. Por que é preciso ter 4 mil lugares para visitantes? Não seria mais correto exigir conforto e segurança num estádio de 20 ou 25 mil? Neste caso, os 3 mil rubro-negros ficariam bem acomodados e o estádio teria 32 mil espectadores, em vez de 29 mil? E o Vasco poderia jogar em São Januário para 24 mil pagantes, como fez na finalíssima da Libertadores de 1998?
Melhor tirar as exigências do regulamento do ano que vem? Parece que sim.
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