Safra eleva preço-alvo para Embraer (EMBJ3) e aponta 3 fatores que sustentam recomendação de compra; veja
O Safra elevou o preço-alvo para as ações da Embraer (EMBJ; EMBJ3) de US$ 92 para US$ 95, mantendo a classificação Outperform (equivalente à compra ).
O valor em dólar se refere aos ADRs (recibo de depósito americano) das ações negociadas na Bolsa de Nova York ( NYSE ).
A atualização implica um potencial de alta de cerca de 28% ante o preço atual de negociação das ações EMBJ.
Os analistas Luiza Mussi e Lucas Melotti enxergam na fabricante brasileira de aeronaves uma combinação atraente de crescimento dos lucros, sustentada por uma forte carteira de pedidos e opcionalidades, com oportunidades na Índia e potencial entrada no mercado de defesa dos Estados Unidos.
No Ibovespa (IBOV) , as ações operam entre as maiores altas do índice no pregão desta sexta-feira (14). Por volta de 14h15 (horário de Brasília), o avanço era de 1,70%, cotadas a R$ 98,31. Na máxima do dia, até este horário, o avanço chegou a 3,12%. Acompanhe o tempo real .
O Safra incorporou ao modelo da Embraer os resultados mais recentes e a revisão das projeções ( guidance ) para 2026.
Como resultado, o banco projeta margem Ebit (lucro antes de juros e impostos) de 10,1% em 2026, ante 8,7% anteriormente e dentro do guidance da companhia de 10,0% a 10,6%, e 10,2% em 2027, ante 9,6% anteriormente, normalizada pelos efeitos das tarifas dos EUA e pelo reconhecimento de créditos tributários.
Além disso, os analistas elevaram as projeções de margem de longo prazo nos segmentos de Defesa, Aviação Executiva e Serviços, refletindo o aumento da produção e uma melhora nos preços.
Em Defesa, o Safra espera que a margem Ebit alcance 13,5% em 2030, refletindo os preços mais fortes observados no programa KC-390 e uma maior alavancagem operacional. Já em Aviação Executiva, os analistas projetam que a melhora nos preços, combinada ao aumento da produção, resulte em margem EBIT de 14,6% em 2030.
Por fim, em Serviços, o banco assume uma margem Ebit de 17%, embora vejam potencial de alta nas estimativas diante das melhorias na OGMA (Indústria Aeronáutica de Portugal).
“De modo geral, continuamos construtivos em relação à Embraer. A companhia possui uma carteira de pedidos recorde de US$ 34,5 bilhões, que, combinada à execução já demonstrada — especialmente em Aviação Executiva e Defesa — e à resiliência do negócio de Serviços, beneficiado pelo aumento da produção na OGMA, proporciona forte visibilidade de receita, com margens saudáveis nos próximos anos”, dizem os analistas.
Na Aviação Executiva, o Safra espera que a demanda permaneça saudável, sustentando a carteira de pedidos. Com a carteira de pedidos do segmento já se estendendo até 2029, o principal desafio passa da geração de demanda para a execução da carteira e a expansão da capacidade.
“Uma capacidade produtiva adicional deve sustentar maiores entregas, facilitar a entrada de novos pedidos e acelerar a conversão da carteira de pedidos em receita”, dizem os analistas.
Em Defesa, o KC-390 continua ganhando participação de mercado frente ao seu principal concorrente, destacam os analistas, respondendo por 89% das aquisições de aeronaves de transporte militar não americanas.
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