Tarifaço de Trump impediu queda da inflação ao consumidor, diz BC dos EUA
As tarifas de Trump impediram a queda dos preços de produtos de consumo nos Estados Unidos durante a maior parte de 2025 e no início de 2026, estima um estudo do Federal Reserve de Nova York. A análise do banco central norte-americano avaliou 67 produtos e usou dados de gastos dos consumidores de 2022.
Sem as tarifas, a inflação dos itens teria caído cerca de um ponto percentual em janeiro e fevereiro. O efeito das taxas sobre os preços ao consumidor atingiu cerca de três pontos percentuais em fevereiro, o maior nível do período avaliado.
Economistas do Fed atribuem às tarifas a alta dos preços de bens ao longo de 2025. "Nossas estimativas atribuem esse aumento às tarifas", escreveu o banco central dos EUA, em nota.
A pesquisa não compara a inflação dos bens com a inflação total dos EUA. O cálculo exclui preços de serviços, como aluguéis, e custos de energia, como gasolina e combustíveis.
O impacto das tarifas nos bens de consumo leva cerca de um ano para aparecer nos preços, afirmam os pesquisadores. As taxas elevam o custo de insumos importados e, depois, os produtores repassam parte desse aumento aos consumidores.
Esse repasse indireto amplia e prolonga o efeito das tarifas sobre os preços ao consumidor. "Como resultado, as tarifas têm um impacto maior e mais duradouro sobre os preços ao consumidor do que o efeito direto isolado sugeriria", diz o estudo.
O efeito total das tarifas sobre os preços dos bens deve ter caído a zero em agosto, estima o Fed. A projeção considera a decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas impostas com base na IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional), cerca de seis meses antes.
A inflação ao consumidor ficou em 3,4% em agosto, na comparação anual, em meio à alta recente dos preços do petróleo durante a guerra no Irã. A Casa Branca não respondeu ao pedido de comentário do Business Insider.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.