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Carros elétricos chineses puxam salto de patrocínios do futebol no Brasil

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Carros elétricos chineses puxam salto de patrocínios do futebol no Brasil

O setor automotivo, e não as bets, é o responsável pelo salto nos patrocínios aos clubes brasileiros que a quarta edição do estudo "Por que - ainda - não aqui?", publicado hoje (7) pelo Ibope, apresenta. O setor tinha só uma empresa inserida no futebol em 20024. Em 2026, são dez contratos, impulsionados principalmente pelo investimento de marketing das empresas de carros elétricos chineses. O volume de empresas do setor de apostas, as bets, recuou no período —antes mesmo da proibição.

"Muitos players tradicionais estão reorganizando investimentos diante da nova dinâmica com as novas montadoras, sobretudo a transformação do setor com a oferta crescente de híbridos e elétricos. Sinal disso é que são justamente as novas entrantes as marcas que hoje patrocinam os clubes como forma de fortalecer sua presença no mercado nacional", afirma Danilo Amâncio, coordenador de marketing do Ibope.

"No Brasil, falamos de futebol todo o tempo. Se uma marca quer aumentar a sua visibilidade de marca, o futebol entrega isso de uma forma muito forte", justifica Eduardo Corch, consultor de marketing e professor do Insper:

Uma das principais conclusões do estudo é que o futebol brasileiro passa por uma reorganização do mercado de patrocínios após o recuo das casas de apostas anterior ao veto do governo federal . Enquanto nos outros países latinos avaliados as bets ganharam força (50 contratos, um aumento de 22%), no Brasil houve redução de 18% em relação a 2024: de 17 para 14 contratos.

"O período de redução coincide com a entrada em vigor do mercado regulamentado, quando marcas que patrocinavam clubes deixaram de atuar no Brasil. É um ajuste natural, já que se trata de um mercado relativamente novo, que segue em movimento", analisa Amâncio.

Os espaços foram ocupados por diferentes setores e a movimentação aproximou o país do padrão observado no restante da América Latina. Seis setores têm hoje dez ou mais contratos, contra três em 2024:

O cenário que se manteve foi o de força do setor financeiro, líder do ranking do Ibope no Brasil e na América Latina. Por aqui, são 29 contratos em 2026, representando um aumento de 45% em relação a 2024, o recorde da série histórica das pesquisas. Nos outros países da região, são 67 contratos, alta de 8% sobre dois anos atrás.

"Marcas do setor financeiro sempre chegam com força.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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