Mais uma: Fertilizantes Heringer S.A. (FHER3) pede proteção na Justiça contra credores
Fertilizantes Heringer enfrenta desafios financeiros e busca proteção judicial temporária para reorganizar dívidas e manter operações estáveis.
A Fertilizantes Heringer S.A. (FHER3) é mais uma das empresas a pedir proteção da justiça contra credores, mesmo depois de ter passado por uma recuperação há alguns anos.
Em fato relevante divulgado ontem (27), a empresa, que produz fertilizantes principalmente para as culturas de café, soja e milho, informou que ajuizou tutela de urgência cautelar em caráter antecedente. É uma proteção temporária da Justiça contra a execução de dívida pelos credores por 60 dias.
A medida possui natureza temporária e busca proporcionar um ambiente administrativo e financeiro mais organizado e estável para a condução da mediação pela companhia, disse a empresa.
A fabricante de fertilizantes também afirmou que essa medida de proteção não implica na interrupção das atividades ou no curso normal dos negócios, apesar do cenário desafiadora para o setor.
"A companhia continuará buscando e implementando medidas destinadas ao fortalecimento de sua estrutura financeira e operacional, com foco no aumento da eficiência, na adequação de sua estrutura de capital e no reforço de sua sustentabilidade econômico-financeira de longo prazo", escreveu ela.
Dois terços de suas 15 unidades de armazenamento, mistura e distribuição estão hibernadas, com apenas cinco em operação.
Não é a primeira vez que a companhia tenta se reorganizar financeiramente. Ela esteve em recuperação judicial de 2019 a 2022, para renegociar cerca de R$ 2 bilhões em dívidas.
Fundada em 1968, iniciou suas atividades em Manhuaçu/MG, fornecendo fertilizantes aos produtores de café da região. Em 2007, teve abertura de capital e ingresso na Bovespa.
No segundo trimestre do ano passado, ela teve um prejuízo de R$ 37,24 milhões. O Ebitda ainda veio negativo, com perdas de R$ 3,36 milhões, mas o maior vilão para os resultados foi a dívida.
Grande parte dessas perdas vieram do resultado financeiro, que teve perdas de R$ 39 milhões.
Ainda que a variação cambial, com um real mais fraco frente ao dólar, tenha ajudado a companhia, os juros e empréstimos levaram a gastos de R$ 80,15 milhões.
No primeiro semestre, ela apresentou patrimônio líquido negativo de R$ 1,34 bilhão. No mesmo período, ela queimou cerca de R$ 10,84 milhões em caixa.
Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.