Escalar uso de IA requer capacidade organizacional, dizem executivos de INEP e Petrobras
O chefe executivo de auditoria (CAE) da Petrobras , André Santos, e o CIO do INEP , Fernando Szimanski, afirmaram que escalar o uso de inteligência artificial nas instituições depende da capacidade organizacional .
Na visão do CIO do INEP, o processo envolve riscos e passa por uma série de questões, como formação, arquitetura, segurança, governança e pessoas, que devem ser acolhidas pelas empresas, segundo Santos.
“A tecnologia não pode ser analisada de forma isolada, ela passa por seres humanos.
Eles muitas vezes se sentem inseguros, com medo”, alertou em evento da SAS , realizado em São Paulo, nesta quinta-feira, 10.
Para ele, a evolução de processos e pessoas não está acontecendo na mesma velocidade que o progresso tecnológico.
O desafio também é vivido pelos executivos.
No INEP, Szimanski explicou que o instituto busca trabalhar na velocidade necessária, mas com controle.
“Somos muito conhecidos por organizar o Enem, mas temos um papel fundamental na educação brasileira.
Estão sob nossa responsabilidade outros exames que avaliam a educação básica e superior, além dos censos educacionais.
Por isso, experimentamos alguma inovação em escala bem menor, para aprendermos e fazê-la ganhar tração”, explicou.
Na Petrobras, há um laboratório para testar novas IAs.
“Todo mundo quer uma inteligência artificial para chamar de ‘minha’ e o erro está nisso.
É preciso ter um processo para identificar onde aplicar e como agregar valor”, afirmou.
Desafios Os dois executivos falaram que, no âmbito público, inovar é lidar com a rigidez dos órgãos de controle e o risco de penalização pelo erro.
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