Estudante paulista é separado da família ao ser barrado em Portugal
O estudante paulista Kauê Felipe Santiago Matos, de 19 anos, foi barrado em Portugal ao voltar de uma viagem à Irlanda e impedido de se juntar à família, com quem vivia no país europeu desde 2024.
Após quatro dias de muita tensão em uma sala no Aeroporto de Lisboa , Kauê foi enviado ao Brasil, onde chegou no último dia 6 de agosto.
Está agora na casa da avó, em Ribeirão Preto (SP) .
“Fiquei esses quatro dias sem tomar banho, dormindo em cadeiras, porque a cama estava completamente suja, os cobertores também estavam com cheiro estranho.
Todo mundo que estava lá falava para mim que não ia dormir naquela cama, por causa disso”, afirmou Kauê.
O estudante chegou em Portugal junto com a família, em 2024, quando tinha 17 anos.
Portanto, era menor de idade.
Os pais de Kauê utilizaram um dispositivo legal existente à época, que permitia o pedido de autorização de residência pelo trabalho subordinado ou por conta própria.
Segundo o advogado Renato Teixeira, que representa o estudante, a lei estabelecia um prazo de 90 dias para a Agência de Integração, Migrações e Asilo ( Aima ) decidir sobre o pedido de autorização de residência.
O pedido dos pais foi aprovado somente em 2026.
“A ideia inicial dos pais do Kauê era ter esse deferimento no prazo legal, e pedir o reagrupamento familiar, antes que ele completasse 18 anos”, diz.
O estudante chegou à maioridade em 2025, antes que o primeiro documento fosse aprovado.
Sem ele, não foi possível pedir o reagrupamento familiar.
Por isso, advogado aponta a demora no trâmite burocrático como fator responsável pela situação vivida agora por Kauê.
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