Família teme executores 70 dias após morte de influencer do agro em MG
Belo Horizonte = Setenta dias após o assassinato da influenciadora Alzira Maria Theodoro Luiz, de 43 anos , os filhos da vítima temem os responsáveis pelo crime e cobram avanços na investigação.
Ela foi morta a tiros em 7 de junho, em uma propriedade rural de Mutum, no Vale do Rio Doce, e ninguém está preso pelo homicídio.
A advogada da família, Carina Goiatá, afirma que a principal preocupação está na identificação dos executores.
Os parentes suspeitam que o assassinato tenha sido encomendado e temem que os envolvidos possam ameaçar os filhos de Alzira, que passaram a cobrar publicamente respostas sobre o caso.
“A gente não sabe quem foi e quem são, principalmente os executores.
Crime de mando é muito perigoso, porque quem manda matar pode fazer alguma coisa contra quem está tentando esclarecer o crime”, afirmou a advogada.
Segundo Carina, um casal é investigado pela Polícia Civil e um terceiro suspeito chegou a ser detido, mas foi liberado no mesmo dia.
A corporação ainda não confirmou publicamente a linha de investigação nem informou se já identificou o autor dos disparos.
“Hoje fazem 70 dias e nada mudou no inquérito.
O advogado da investigada pediu mais sigilo, para que nada seja divulgado à mídia”, afirmou a advogada da família da vítima.
Para a advogada, o pedido para restringir a divulgação do caso aumenta as suspeitas da família, já que a investigada teria ameaçado a vítima de morte antes do crime.
Segundo Carina, um terceiro suspeito de envolvimento na morte chegou a ser preso, mas “foi solto no mesmo dia”.
A advogada também afirmou que a defesa da família ainda não teve acesso a todo o conteúdo mencionado em manifestações apresentadas nos autos.
Segundo ela, a situação foi comunicada à Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Minas Gerais.
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