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Cenário de apatia e estabilidade nas pesquisas pode levar minoria a definir eleição

InfoMoney ·
Cenário de apatia e estabilidade nas pesquisas pode levar minoria a definir eleição

O cenário acirrado entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) revelam dois lados do eleitorado brasileiro.

De um lado, uma parcela profundamente engajada em eleger seu candidato, do outro, um grupo que se vê sem opção de voto além da polarização, mas, entre os polos há pequenos fragmentos do eleitorado que poderão definir a disputa à Presidência em outubro.

A última pesquisa Datafolha, publicada em 21 de agosto, mostra Lula na liderança pelo segundo turno, com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio chega a 43% .

O cenário é considerado um empate técnico pela margem de erro.

A proximidade entre os candidatos é reforçada pela última Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2).

O levantamento exibe o petista e seu principal adversário, Flávio, com 42% e 41% das intenções de voto cad a, respectivamente, também configurando empate técnico.

Quando serão os debates presidenciais de 2026? Veja o calendário completo Para o cientista político e Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Hilton Fernandes, a maior movimentação nas intenções de voto no primeiro turno, seguidas de uma estabilidade e proximidade das candidaturas no segundo pode ser explicado pela diferença entre a esquerda e a direita nas eleições de 2026.

“Lula tem pouca variação entre as intenções de voto, pois não há um outro candidato à esquerda que possa dividir os eleitores.

Flávio, pelo contrário, disputa o eleitorado da direita com outros candidatos no 1º turno, e isso pode explicar as variações nas pesquisas após as denúncias da relação com Daniel Vorcaro”, justifica.

Leia também Ibovespa sobe 3% com fluxo estrangeiro e empate técnico entre Lula e Flávio Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 3,05%, a 185.205,09 pontos, maior alta percentual em um dia desde março “Como Flávio continua sendo o principal candidato da direita, muitos eleitores parecem ter voltado a declarar voto já no primeiro turno por não enxergarem outra opção viável, o que explicaria o encurtamento da distância entre os dois candidatos neste cenário”, acrescenta.

A Quaest questionou os eleitores justamente sobre a percepção de Lula e Flávio como os melhores candidatos em seus campos ideológicos.

Dos entrevistados, 60% disseram que o senador não é o melhor nome da direita, enquanto somente 35% afirmaram o mesmo sobre o petista.

Tarlula? Pesquisa mostra voto cruzado de Tarcísio com Lula crescendo em São Paulo Para a professora de Ciência política da UFRJ, Mayra Goulart, o encurtamento da distância entre Lula e Flávio precisa ser interpretado com cuidado e não significa uma mera aproximação entre as candidaturas.

“São movimentos relativamente pequenos: [no Datafolha] Lula passou de 41% para 39%, enquanto Flávio foi de 31% para 33%.

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