Ministério da Saúde estuda novo modelo de cuidado ao idoso no SUS
O Ministério da Saúde prepara uma proposta para reorganizar o atendimento à população idosa no Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesta quinta-feira, 20, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sinalizou que o novo modelo deve abranger desde a prevenção e a atenção primária até a assistência especializada, além de considerar novas estruturas como hospitais de transição e de cuidados paliativos.
Entre os modelos em estudo também está a criação de hospitais de base comunitária.
A proposta ainda está em elaboração e, segundo o ministro, deve considerar experiências adotadas em outros países, como Portugal e Espanha, mas adaptadas às características brasileiras.
Padilha destacou que um dos objetivos é desenvolver alternativas que permitam conciliar a permanência dos idosos junto às famílias com uma estrutura adequada de assistência, evitando que a responsabilidade pelo cuidado recaia principalmente sobre familiares.
“Já estamos montando a proposta de criar um modelo brasileiro para o cuidado do idoso.
Estamos aprendendo com nosso parceiros em outros países e buscando conhecer cada vez mais essas experiências para criar algo que faça sentido para a cultura brasileira de manter o idoso próximo.
As Santas Casas têm um papel decisivo nisso, há várias instituições que têm estrutura para receber isso, com áreas enormes e leitos não ativados”, disse o ministro durante o 34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em Brasília.
Segundo Padilha, o modelo poderia combinar hospitais de base comunitária voltados aos cuidados de transição com espaços de convivência e atividades de cultura, esporte, lazer e qualificação profissional.
A proposta deve ser discutida com o setor filantrópico, que também poderia contribuir a partir dos serviços já estruturados pelas instituições, como os de cuidados paliativos.
O Brasil ainda não possui uma rede estruturada ou oficial de hospitais de transição públicos dedicados exclusivamente a essa modalidade no SUS, embora existam projetos de lei em discussão para integrar esse modelo de cuidado de forma oficial na saúde pública.
Um exemplo é o PL 977/2026, em tramitação no Congresso Nacional, que visa criar a Assistência de Transição de Cuidados no SUS.
O atendimento atualmente na rede pública ocorre de forma fragmentada em enfermarias de reabilitação dentro de hospitais gerais ou redes de atenção domiciliar.
Para cuidados paliativos, o único hospital público exclusivo para essa finalidade é o Hospital Estadual Mont Serrat em Salvador.
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