Durigan afirma que 'anarquia regulatória' gerou crise do Banco Master
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (21) que havia uma anarquia regulatória no governo anterior, com a economia comandada por Paulo Guedes , que culminou em casos como o do Banco Master e da Reag. A fala ocorreu durante entrevista à Rádio Metrópole da Bahia.
A gente olha a situação das fintechs, a situação da desregulação que foi feita, e depois a gente vê o que acontece com o Banco Master, com a Reag, dentro da Operação Carbono Oculto, a gente vê o quanto essa anarquia regulatória promovida pelo governo anterior e pelo Banco Central anterior causou no país o quanto nós estamos tendo dificuldade para fazer o combate ao criminalizado. Dario Durigan
Sobre as bets, o ministro voltou a criticar a antiga gestão, dizendo que era dado o mesmo tratamento dado a igrejas, porque ambas não pagavam impostos. Segundo ele, se dependesse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as bets seriam extintas, mas que por estarem em diversos setores econômicos, é preciso aumentar o rigor sem incentivar o mercado ilegal.
O meu sentimento é parecido com o do presidente. O que nós temos que ter responsabilidade é construir um caminho de rigor, de combate sem que a gente incentive o mercado ilegal. Dario Durigan
O ministro da Fazenda ressaltou que o Banco Central, quando diz que está preocupado com a inflação , não é só com a área fiscal, mas também com a guerra no Oriente Médio. Segundo Durigan, o mundo enfrenta problemas de preços e possivelmente de abastecimento, como no caso de fertilizantes.
Quando o Banco Central brasileiro diz que está preocupado com preço, com inflação, não é só com o fiscal, não é só com a condição fiscal do país, é com a guerra no mundo. Porque não é só o Banco Central brasileiro, os bancos centrais do mundo todo olham para a guerra. Dario Durigan
Ele também voltou a criticar o governo anterior ao dizer que os aumentos de preços vêm de uma guerra que é apoiada pelo bolsonarismo. "Então não é o governo que gasta, é a guerra, sempre pelo governo dos EUA, apoiada pelo bolsonarismo, que está trazendo aumento de preço no país", disse.
Para o ministro, o mundo mudou muito em termos de acordos básicos internacionais do pós-guerra com a ascensão de Donald Trump nos Estados Unidos. "A gente tinha a declaração dos direitos humanos, o prestígio dos direitos humanos, do diálogo, dos órgãos multilaterais. Então, nós estamos vivendo uma nova realidade de sentimento político", afirmou.
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