Cristal de 13 lados chamado Einstein faz a luz seguir caminhos inéditos
Físicos da Universidade de Tóquio transformaram um dos objetos matemáticos mais intrigantes da última década em uma estrutura capaz de controlar a luz de uma maneira inédita.
Ao construir um cristal fotônico inspirado na peça geométrica conhecida como "Einstein", uma forma de 13 lados capaz de preencher uma superfície sem jamais repetir seu padrão, os pesquisadores observaram um comportamento óptico impossível de ser reproduzido por cristais convencionais, em estudo publicado na revista Nature Communications.
A peça ficou conhecida internacionalmente em 2023, quando o pesquisador independente David Smith, em colaboração com matemáticos, resolveu um problema que intrigava especialistas ao encontrar um único ladrilho capaz de cobrir infinitamente um plano sem formar padrões repetitivos.
O apelido "Einstein", porém, não faz referência ao físico Albert Einstein.
Trata-se de um trocadilho com a expressão alemã ein Stein, que significa literalmente "uma pedra".
A ideia de transformar esse padrão em um cristal fotônico surgiu quando o físico experimental Yuto Moritake, da Universidade de Tóquio, encontrou a figura em um livro de divulgação científica em 2024.
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