O slogan Produzir para Empregar do Bocalom, é “uma piada”, ironiza Thor Dantas
O candidato ao governo pelo PSB, médico Thor Dantas, foto, não poupou os adversários na sabatina de ontem (26) do AC24horas. Foi mais ferino em relação ao candidato Tião Bocalom (PSDB), comparando o seu mote de campanha Produzir para Empregar, como sendo uma “piada.” Para Thor, produzir o Acre já produz, o que falta mesmo é um programa de industrialização e agregação de valores ao que é produzido no estado. Thor também considerou o candidato Alan Rick (Republicanos) como um neófito em gestão e a governadora Mailza Assis (PP) a simples continuidade do governo do Gladson. Thor projeta chegar ao segundo com o discurso de ser o único candidato que não foi aliado do grupo político que governa o estado há 8 anos e representar uma mudança do atual modelo político.
Só que na prática, será uma tarefa nada fácil contrapor candidaturas com poder financeiro e sepultar a rejeição ao grupo liderado pelo PT, que integra sua aliança política, num estado que virou bolsonarista. Como o Thor aparece com baixos índices nas pesquisas, teria que se transformar num ponto fora da curva, para dar uma virada no atual cenário eleitoral.
O que favorece muito a campanha da governadora Mailza Assis (PP) é que tem o maior número de candidatos a deputado pedindo votos para ela nas ruas, além de grande parte deles -os que têm mandatos – possuir estrutura financeira. Os lançamentos de suas candidaturas são atos portentosos e lotados de cabos eleitorais. Isso pesa.
O comando de campanha do candidato a deputado federal Fábio Rueda (UB) trabalha com a meta dele ter 30 mil votos e liderar a chapa dos eleitos pela Federação PP-UB.
O candidato ao governo, Thor Dantas (PSB), não quer colar o 13 do PT à sua candidatura. Quando apertado para explicar por qual motivo esconde o PT da sua campanha, é taxativo: “Meu número é 40,e não o 13”.
Anote este nome: Jeferson Pururuca. Disputa uma vaga para a ALEAC na chapa do PSD, com muita chance de ser eleito. Pururuca é hoje, primeiro suplente de deputado estadual.
Os advogados do ex-governador Gladson Cameli (PP) estão jogando todas as suas fichas num recurso que se encontra com o ministro do STF, Gilmar Mendes, em que pedem a liberação para que possa registrar a sua candidatura e disputar o Senado.
Enquanto a sua situação jurídica não se resolve, o ex-governador Gladson Cameli (PP) está com a sua campanha para o Senado nas ruas e participando de todos os lançamentos de candidaturas de seus aliados.
A queda do senador Alan Rick (Republicanos) nas pesquisas, é fácil de ser explicada. Antes estava correndo só com o seu nome, mas agora seus concorrentes entraram com todo peso na campanha. E com maior estrutura financeira e no número de apoiadores. A queda foi natural.
A deputada federal Socorro Neri (PP) colocou a sua campanha na rua na hora certa, porque é daqui até a eleição que as candidaturas vão se sedimentar. O que foi feito na pré-campanha virou coisa do passado. O jogo começou agora.
Os dirigentes do Republicanos trabalham com o foco de eleger dois deputados federais. Eleger um para a Câmara Federal é certo, mas chegar à segunda vaga não é impossível, mas é muito improvável.
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