Pix começa a aposentar o débito automático no Brasil
O tradicional débito automático começou a perder espaço no sistema financeiro brasileiro.
Desde janeiro de 2026, o Pix Automático passou a ser obrigatório em determinadas operações de débito interbancário nas quais o destinatário final dos recursos é uma empresa ou entidade não autorizada a funcionar pelo Banco Central .
A mudança decorre de regras aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central.
Na prática, o modelo baseado em convênios entre empresas e diferentes bancos começa a ser substituído pela infraestrutura do Pix.
As instituições tiveram até 1º de janeiro de 2026 para adequar contratos e autorizações de débito às novas regras.
Tributos, serviços públicos e planos de saúde têm prazo até janeiro de 2027.
Para o consumidor, porém, a mudança não significa uma transferência automática das cobranças.
O débito automático e o Pix Automático funcionam de forma independente.
Para que uma cobrança recorrente seja realizada pelo Pix, o cliente precisa autorizar a operação no aplicativo de sua instituição financeira.
Depois disso, os pagamentos seguintes podem ocorrer automaticamente, de acordo com as condições autorizadas.
O débito em conta não desaparece por completo, especialmente quando as contas debitada e creditada estão na mesma instituição.
Ainda assim, a regulamentação coloca o Pix no centro do mercado de pagamentos recorrentes e reduz progressivamente o espaço do débito automático interbancário tradicional.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.