El Niño extremo eleva riscos de ondas de calor e doenças na América Latina
Pouco antes da minha chegada ao Brasil na última semana para visitar parceiros locais, a estação meteorológica do Riocentro, no Rio de Janeiro, registrou a temperatura mais alta do inverno carioca este ano: 36,8°C.
Julho costuma ser um mês ameno na cidade, mesmo assim, a máxima chegou perto do recorde histórico do mês, 37,2°C, registrado em 2023.
A média das máximas de julho na cidade este ano, ficou em 29,3°C, quase um grau acima do normal.
Ainda que o Rio seja uma cidade acostumada ao calor , a intensidade e a frequência das altas temperaturas que estamos testemunhando acendem um alerta sobre o que está por vir.
Modelos meteorológicos indicam que há 90% de chances de um El Niño atípico , com maior intensidade e persistindo até o início de 2027.
O fenômeno, causado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial, pode provocar temperaturas acima da média em quase todo o Brasil, além de aumentar a ocorrência de ondas de calor, secas e queimadas .
O intervalo entre eventos dessa magnitude está encolhendo, um padrão que cientistas associam às mudanças climáticas.
Esse novo cenário amplia os riscos à saúde pública, do calor extremo que ameaça populações vulneráveis à disseminação de doenças transmitidas por mosquitos .
Continua após a publicidade No Brasil, um estudo recente ligou cerca de 120 mil mortes a ondas de calor entre 2000 e 2019, uma média de 6 mil por ano, sendo 80% delas entre idosos.
A projeção para os próximos 30 anos também é preocupante: a transmissão de zika e dengue pode crescer entre 10% e 20% por causa do aquecimento global.
Embora esses impactos pareçam diferentes à primeira vista, todos evidenciam uma necessidade comum: possuir sistemas capazes de antecipar riscos e acionar respostas antes que eles se transformem em crises. +Leia também: EUA confirmam chegada do El Niño no mundo: o que o fenômeno significa para a saúde dos brasileiros Continua após a publicidade As respostas do Brasil ao calor extremo No Brasil, pude observar diretamente medidas inovadoras de prevenção e proteção real contra o calor extremo e a expansão de doenças.
Esse trabalho ganha especial relevância em celebrações como o Carnaval , quando milhões de pessoas se aglomeram ao ar livre.
Nessas condições, um aumento repentino de temperatura pode se tornar muito perigoso e, por isso, curtir com segurança depende de estar preparado para o calor.
O Rio de Janeiro já está colocando esse princípio em prática com seu Protocolo de Resposta ao Calor Extremo , que integra previsões meteorológicas, monitoramento de dados de saúde e previsões de ondas de calor , com capacidade de acionar alertas com até três dias de antecedência diante de condições perigosas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.