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Bolsas de NY fecham sem direção única em semana volátil após Fed subir juros

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Bolsas de NY fecham sem direção única em semana volátil após Fed subir juros

As bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta sexta-feira, 18, em semana marcada por volatilidade em Wall Street, alta dos juros dos Treasuries, valorização do petróleo e primeiro aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em três anos.

O índice Dow Jones caiu 0,19%, aos 51.681,93 pontos.

O S&P 500 avançou 0,16%, a 7.650,23 pontos e o Nasdaq teve alta de 0,39%, encerrando em 26.522,55 pontos.

Na semana, o Dow Jones caiu 1,69%, o S&P 500 recuou 0,08% e o Nasdaq teve alta de 0,72%.

A maioria das ações em Wall Street operou em território negativo em meio à pressão vinda do mercado de Treasuries.

O rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos voltou a atingir 5% nesta sexta-feira, depois de renovar maior nível desde 2007 durante a semana.

Em destaque negativo, as ações da General Motors caíram 5% e a Qualcomm recuou 5,8%.

O setor de finanças também registrou desempenho abaixo do mercado mais amplo: Goldman Sachs e Bank of America lideraram as quedas do grupo, com ambos recuando cerca de 8% na semana.

Já a Netflix caiu 4,7%, após ter recomendação e preço-alvo rebaixados pelo Wells Fargo.

Na contramão, a Coinbase Global subiu 11% e a Robinhood avançou 9%.

Os papéis da Berkshire Hathaway subiram 0,11%, depois que o investidor Warren Buffett, de 96 anos, anunciou que está deixando o cargo de presidente do conselho da empresa.

Leia também Ibovespa fecha negativo e tem primeira semana no vermelho depois de quatro positivas Índices nos EUA ficam mistos em dia de alta nos rendimentos do Tesouro A cautela permanece em Wall Street, após o Fed sinalizar novos aumentos na taxa de juros ainda neste ano.

O presidente do Federal Reserve de Kansas City, Jeff Schmid, disse hoje que apoiou a decisão do Comitê Geral do Mercado Aberto (FOMC, em inglês), mesmo não sendo membro votante, classificando a decisão como um passo para reduzir a inflação que, segundo ele, está “muito alta por muito tempo”.

“O aumento de 25 pontos-base do Fed na quarta-feira foi, sem dúvida, sobre ancorar as expectativas de inflação, que podem sair do controle quando não estão ancoradas”, afirmam analistas do Charles Schwab.

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