Dólar sobe a R$ 5,14 e Bolsa cai, com ajustes a juros e à política fiscal
Dólar fechou em queda após rondar estabilidade ao longo da sessão. Após abrir em baixa, a moeda americana passou a oscilar com variação positiva, sendo cotada no comercial para venda a R$ 5,144, alta de 0,11% ante fechamento de ontem , quando a divisa subiu ante a brasileira.
Banco Central atuou no mercado hoje. O BC fez dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra no valor total de até US$ 1 bilhão, segundo comunicado divulgado pela autarquia ontem. As operações de venda do BC serão liquidadas em 22 de setembro. Já as operações de compra estão divididas em duas datas: para o leilão A, a recompra ocorrerá em 2 de fevereiro de 2027, enquanto para o leilão B, a recompra se dará em 2 de abril de 2027.
Os leilões de linha ampliam temporariamente a oferta de moeda no mercado à vista e ajudam a conter movimentos de alta do dólar. Não representam, porém, intervenção destinada a estabelecer uma nova cotação para o real, porque os recursos serão recomprados pelo Banco Central. O efeito principal é reduzir pressões pontuais de liquidez. Fábio Murad, Consultor da Wiser Asset
Agentes econômicos ajustaram posições com apostas nos próximos movimentos de juros, após decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. No mercado americano, onde o Fed (Federal Reserve) elevou a taxa de referência em 0,25 ponto percentual , prevalece a expectativa de novos aumentos da taxa.
No Brasil, onde o Banco Central reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, há duas correntes de apostas para os juros . Um grupo parte prevê que o Copom manterá a Selic em 13,75% ao ano até o fim de 2026 para proteger o real da alta de juros nos Estados Unidos. Outra parte aposta na continuidade da flexibilização monetária porque o próprio Banco Central teria reconhecido que o enfraquecimento da atividade econômica está se espalhando pelo Brasil.
Banco Central deixou aberta porta para seguir cortando juros. Para o colunista do UOL José Paulo Kupfer, os termos e o tom do comunicado divulgado logo após o encerramento do Copom sustentaram a colocação de mais fichas em uma extensão do ciclo de cortes para a reunião do início de novembro, exatos dez dias depois do possível segundo turno das eleições presidenciais, e até mesmo para a de dezembro. Em sua coluna, Kupfer aponta que a construção dessa expectativa veio do fato incomum de um comunicado praticamente idêntico ao do Copom anterior, de agosto, quando a decisão também foi por um corte de 0,25 ponto. "A repetição quase idêntica dos textos foi interpretada como um sinal 'silencioso' de que os cortes continuam", escreveu.
No exterior, Bolsas perderam fôlego em Nova York, com alta de juros no Japão e Treasuries em alta. O mercado financeiro mundial registra rumos indefinidos nesta sexta-feira . Enquanto os índices asiáticos subiram após a elevação dos juros no Japão ao maior patamar em 31 anos, os mercados europeus apresentam queda generalizada. Em Wall Street, os índices passaram a recuar após abertura positiva, pressionados pela aversão a risco com aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.
No Brasil, Ibovespa teve sessão negativa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.