Crescer sem investir: o alerta silencioso da indústria da saúde
Há um dado na mais recente Pesquisa Conjuntural da ABIMO que resume o momento da indústria brasileira de dispositivos médicos melhor do que qualquer discurso.
No primeiro semestre de 2026, 63,1% das empresas do setor venderam mais do que em igual período do ano passado e 57,9% produziram mais.
No mesmo intervalo, 42,1% investiram menos.
Uma indústria que vende mais, produz mais e investe menos não está em festa.
Está em alerta.
O investimento é a variável que separa o crescimento que passa do crescimento que fica.
Quando a empresa amplia vendas e segura o investimento, ela está dizendo, com o comportamento e não com palavras, que não confia na durabilidade do ciclo ou que o custo de investir ficou proibitivo.
No nosso caso, as duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo, e a segunda tem endereço conhecido.
Nos últimos meses, a Resolução GECEX 852 elevou o Imposto de Importação sobre equipamentos, componentes eletrônicos e insumos que a indústria de dispositivos médicos utiliza para produzir no Brasil.
Na sequência, a Lei Complementar 224 reduziu benefícios fiscais e aumentou a tributação sobre regimes de que o setor depende.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.