China se disponibiliza a enviar ajuda à Colômbia, mas governo de La Espriella prioriza insumos
A China se colocou à disposição para ajudar a Colômbia após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10). Em resposta a uma pergunta do Brasil de Fato , o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que Pequim está preparada para prestar assistência de acordo com as necessidades colombianas.
A pergunta feita mencionava que o terremoto havia deixado mais de 100 mortos e milhares de feridos e questionava qual era a posição da China diante da situação.
Guo começou sua resposta destacando que o presidente Xi Jinping havia enviado uma mensagem ao presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, “expressando profundas condolências pelas vidas perdidas e sinceras condolências às famílias enlutadas e aos feridos”.
Segundo o porta-voz, Xi também manifestou confiança na capacidade da população colombiana de superar a tragédia: “Acreditamos que, sob a liderança do governo colombiano e do presidente Abelardo de la Espriella, o povo colombiano permanecerá unido e se recuperará e reconstruirá em breve.”
A mensagem foi enviada poucos dias depois da posse de De la Espriella, que assumiu a presidência em 7 de agosto . Na sequência, Guo apresentou a posição de Pequim sobre uma eventual assistência: “A China está pronta para ver o que pode fazer para ajudar de maneiras apropriadas, à luz das necessidades da Colômbia.”
Diferentes países ofereceram ajuda a Bogotá. China, México, Chile e El Salvador estiveram entre os países que manifestaram disposição para colaborar, além das Nações Unidas.
Entretanto, o governo de Abelardo de la Espriella não solicitou qualquer auxílio. A administração colombiana informou que possuía equipes próprias suficientes para realizar esse trabalho e priorizou a recepção de insumos humanitários.
A decisão gerou críticas e controvérsia. O contraste é significativo: de um lado, governos estrangeiros ofereceram equipes especializadas; de outro, a administração recém-empossada decidiu inicialmente não solicitar esse tipo de apoio, alegando contar com capacidade própria.
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