Seis livros para quem quer retomar as rédeas da vida e enfrentar o medo
Há momentos em que a vida parece sair do lugar.
O medo começa a pesar nas decisões, a rotina fica presa ao trabalho e às obrigações, a raiva se acumula ou o excesso de estímulos dificulta até mesmo ficar longe do celular.
Nessas horas, olhar para os próprios hábitos, emoções e escolhas pode ser um primeiro passo para entender o que está incomodando e, quem sabe, mudar algumas coisas pelo caminho.
E, nesse processo, a literatura pode ser uma ótima aliada.
Pensando nisso, o Estadão selecionou seis livros que abordam diferentes desafios do dia a dia e ajudam a refletir sobre como lidar com eles.
As obras falam sobre medo, raiva, excesso de produtividade, uso de telas, escolhas profissionais e a maneira como cada pessoa enxerga a própria trajetória.
Confira: 1. ‘Geração dopamina’, de Michaeleen Doucleff Em Geração dopamina, a Dra.
Michaeleen Doucleff parte de uma ideia que contraria uma percepção comum sobre a dopamina: ela não seria o neurotransmissor do prazer, e sim da motivação.
A partir de pesquisas em neurociência e psicologia e da própria experiência da autora com a dependência de telas e alimentos ultraprocessados em casa, o livro apresenta um método voltado para recuperar o controle sobre o tempo, a alimentação e o bem-estar.
A proposta inclui estabelecer limites, substituir estímulos considerados viciantes, reconhecer gatilhos e construir hábitos mais saudáveis.
Com um método dividido em cinco etapas e um plano de quatro semanas para criar “santuários sem telas”, a obra também aborda maneiras de fortalecer os vínculos familiares e favorecer uma rotina com mais presença e equilíbrio.
Leia também: De Brás Cubas a Harry Potter: MEC lança biblioteca digital com quase 8 mil livros 2. ‘Medo e raiva: O que os mitos e as filosofias revelam sobre nossos afetos sombrios’, de Renato Noguera Medo e raiva costumam ser tratados como sentimentos que precisam ser contidos ou escondidos.
Em Medo e raiva, o filósofo Renato Noguera propõe justamente uma mudança nesse olhar.
Para ele, compreender esses afetos é importante porque, quando o medo não é bem compreendido, pode paralisar, enquanto a raiva acumulada pode aparecer de maneira explosiva e afetar a relação com outras pessoas e consigo mesmo.
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