Quem ainda segura a bolsa brasileira enquanto o estrangeiro vai embora?
O rali que levou o Ibovespa para perto dos 200 mil pontos no início do ano, embalado pela forte entrada de capital estrangeiro, ficou para trás.
Desde que esse fluxo começou a minguar, a bolsa também perdeu o fôlego e entrou em uma sequência de quedas que já dura 11 sessões.
Agora, o índice tenta encontrar um ponto de apoio.
Ainda não há sinal claro de mudança de rumo, mas o movimento coloca outra pergunta no radar: se o estrangeiro não está mais empurrando a bolsa para cima, quem pode ocupar esse espaço? B Enquanto o dinheiro de fora continua deixando a B3 e os juros altos apertam as empresas mais dependentes do consumo, o petróleo vêm funcionando como uma espécie de amortecedor para o índice.
Depois de perder o suporte dos 168.700 pontos, o Ibovespa continua em uma tendência de baixa, mas encontrou uma nova região de sustentação perto dos 164.800 pontos, segundo análise do Itaú BBA.
Se esse piso resistir, o índice pode tentar um repique em direção aos 173 mil pontos.
É um cenário de curto prazo, e não exatamente uma mudança de humor.
Por isso, a recomendação é olhar com mais atenção para as empresas que continuam mostrando força nos negócios e cujas ações permanecem acima de suas médias de 21 e 200 dias.
Mas há uma questão anterior a tudo isso: cadê o fluxo comprador? A verdade é que o investidor estrangeiro engatou uma sequência ininterrupta de saídas diárias em agosto.
E o dinheiro que ajudou a empurrar o Ibovespa para perto dos 200 mil pontos praticamente evaporou.
O saldo gringo, que chegou a R$ 56,5 bilhões em abril, agora está em R$ 18,2 bilhões.
Só em agosto, as retiradas já superam R$ 18 bilhões.
Sem o estrangeiro como força compradora, a bolsa fica mais dependente de setores capazes de entregar resultados mesmo em um ambiente de juros altos.
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