Pagar resgate de ransomware pode gerar nova extorsão, aponta estudo da Proofpoint
Quase duas em cada cinco organizações brasileiras (39%) atingidas por ransomware afirmam que o uso de inteligência artificial (IA) pelos invasores aumentou a eficácia do ataque sofrido.
É o que aponta o Relatório de Ransomware na Era da IA de 2026 , da Proofpoint , elaborado a partir de entrevistas com 953 profissionais de segurança cibernética em 12 países, incluindo o Brasil.
O estudo descreve uma mudança no perfil do ransomware.
Em vez de um evento único de criptografia de dados, o ataque tem se tornado uma extorsão contínua.
No Brasil, 52% das organizações afetadas pagaram algum resgate mas, entre elas, 43% enfrentaram uma segunda exigência de pagamento na sequência.
Em 48% dos casos, houve confirmação de roubo de dados confidenciais durante o incidente, o que os pesquisadores apontam como sinal de que o objetivo dos ataques deixou de ser apenas bloquear sistemas.
O ponto de entrada dos ataques segue concentrado em falhas humanas.
De acordo com o levantamento, e-mails de phishing ou outras formas de engenharia social por e-mail foram responsáveis por 32% dos incidentes, com anexos maliciosos (50%) e links maliciosos (41%) como vetores mais comuns.
Segundo a pesquisa, 34% das organizações relataram que funcionários confiaram em ataques criados com apoio de IA por parecerem autênticos, e 36% tiveram algum tipo de interação com conteúdo malicioso.
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