Recuperação judicial da Casas Bahia afetará seguradoras e fornecedores
25 Ago (The Insurer) - Seguradoras de crédito comercial e fornecedores podem sofrer ‌perdas relevantes após o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, enquanto fontes do mercado afirmam que a reestruturação da varejista poderá colocar à prova o apetite pelo risco de crédito no setor de varejo brasileiro.
A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial neste mês após divulgar um prejuízo de R$10 bilhões no segundo trimestre, em comparação com um prejuízo de R$555 milhões no mesmo período do ano anterior.
Documentos judiciais e listas de credores consultados ‌pela The Insurer mostram que a reestruturação envolveu centenas de credores, incluindo grandes bancos, fabricantes e seguradoras, o que evidencia o amplo alcance da varejista na cadeia de suprimentos ‌de bens de consumo do Brasil.
As seguradoras de crédito ‌comercial podem enfrentar pedidos de indenização caso os recebíveis dos fornecedores estejam cobertos por seguro e existam apólices destinadas a compensar perdas. Segundo fontes do setor, isso representaria mais um golpe para o mercado local, após os grandes prejuízos registrados quando a Americanas pediu recuperação judicial em 2023.
Entre as seguradoras internacionais de crédito comercial que, segundo fontes do mercado, podem ter exposição a fornecedores da Casas Bahia estão Allianz Trade, Coface e Atradius, além ‌de seguradoras com operação local, como AIG, Chubb, Avla e Cesce.
A dimensão dos recebíveis segurados não ‌pôde ser determinada apenas com base na relação de credores.
As listas de credores mostram que Digio, do Grupo Bradesco, e Banco do Brasil estão entre os maiores credores financeiros da Casas Bahia, com créditos ‌de aproximadamente R$2,6 bilhões e R$2,4 ‌bilhões, respectivamente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.