Indígena que criou sobrinho desde os 5 anos consegue reconhecimento de maternidade socioafetiva após mais de 50 anos: “Ele é meu filho do coração”
Eliana criou o sobrinho Thomaz desde os cinco anos de idade, quando ele perdeu a mãe.
Mais de cinco décadas depois, aos 74 anos, ela passou a ser reconhecida oficialmente como mãe do homem que chama de “filho do coração”. (Foto: Aysha Baydoun) Depois de mais de cinco décadas de uma relação construída como mãe e filho, Eliana da Silva, de 74 anos, e Thomaz Vitazil, de 59, conseguiram o reconhecimento da maternidade socioafetiva .
O procedimento ocorreu durante o Dia D da campanha Meu Pai Tem Nome, realizado pela Defensoria Pública de Roraima nesse sábado (15), em Boa Vista.
Agora, os dois aguardam apenas a emissão dos documentos com o reconhecimento.
Thomaz tinha cinco anos quando perdeu a mãe.
Ainda criança, também perdeu o pai e passou a ser criado pela tia, que assumiu os cuidados dele.
Desde então, Eliana esteve presente na criação do sobrinho, que passou a ser tratado por ela como filho.
Aos cinco anos, Thomaz perdeu a mãe e passou a ser criado pela tia Eliana.
Agora, aos 59, ele teve reconhecido oficialmente o vínculo de mãe e filho construído com ela ao longo de mais de cinco décadas. (Foto: Aysha Baydoun) “Ele era muito pequeno quando a mãe morreu e ninguém ficou para cuidar dele.
Então eu assumi essa responsabilidade e cuidei dele até crescer.
Sempre dei tudo o que ele precisava”, contou Eliana.
Os dois são indígenas Wapichana e têm origem na comunidade Manoá, na Terra Indígena Manoá-Pium, em Bonfim.
Atualmente, vivem em chácaras no Cantá e precisaram se deslocar até Boa Vista para participar do Dia D.
Eles chegaram ao local por volta das 7h, antes mesmo do início do atendimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.