EUA impõem sanções à presidente do Tribunal Penal Internacional; 'Uma farsa de tribunal', diz Marco Rubio
Trump diz que Ormuz é território americano em postagem Os Estados Unidos sancionaram, nesta terça-feira (18) Tomoko Akane, presidente e juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI), em mais uma medida do governo Donald Trump contra integrantes da Corte.
Japonesa, Akane ocupa a presidência do tribunal desde 2024.
A decisão fou publicada pelo site do departamento do Tesouro dos EUA.
O órgão também sancionou Abdoulaye Seye, funcionário do gabinete da procuradoria do TPI envolvido em investigações relacionadas à questão palestina.
As sanções podem restringir o acesso dos alvos a bens, serviços e transações sob jurisdição americana.
O secretário de Estado, Marco Rubio, defendeu a medida em um post nas redes sociais.
Segundo Rubio, os EUA estão em uma campanha diplomática para "neutralizar a ameaça do TPI à soberania nacional".
"O governo Trump está impondo sanções à presidente do TPI, Tomoko Akane, e ao advogado sênior de acusação Abdoulaye Seye, como parte de nossa missão inabalável de proteger os americanos dessa farsa de tribunal.
Em respeito à nossa Declaração de Independência, os americanos jamais serão levados para além-mar para serem julgados por supostos crimes que não passam de invenção", escreveu Rubio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp 🔍 O Tribunal Penal Internacional (TPI) é uma corte sediada em Haia, na Holanda, responsável por julgar pessoas acusadas de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e crime de agressão.
Criado pelo Estatuto de Roma em 1998, a corte atua quando os países não conseguem ou não demonstram disposição para investigar e punir os suspeitos por conta própria.
Diferentemente de outras cortes internacionais, o TPI julga indivíduos, e não Estados ou governos.
Após o anúncio das sanções, o TPI afirmou que não se deixará intimidar e que mantém seu firme apoio a seus funcionários.
A Corte acrescentou ainda que medidas adotadas por países contra juízes, promotores e funcionários que trabalham para o cumprimento do mandato do TPI enfraquecem o Estado de Direito.
Ofensiva contra o TPI As medidas fazem parte da ofensiva de Trump contra o tribunal.
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