EUA impõem sanções à presidente do Tribunal Penal Internacional
Os Estados Unidos impuseram sanções à presidente do TPI (Tribunal Penal Internacional), Tomoko Akane, e ao advogado sênior da Corte Abdoulaye Seye.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que as medidas fazem parte da campanha do governo Donald Trump (Partido Republicano) contra a atuação do tribunal.
Em publicação , Rubio disse que a administração norte-americana mantém uma missão para impedir que cidadãos dos EUA sejam submetidos à jurisdição do TPI, corte sediada em Haia, na Holanda.
“No mês passado, lancei uma campanha diplomática para desmantelar a ameaça do TPI à nossa soberania nacional.
O governo Trump está sancionando a presidente do TPI, Tomoko Akane, e o advogado sênior Abdoulaye Seye em nossa missão inabalável de proteger os americanos dessa farsa de tribunal” , declarou.
Rubio também fez referência à Declaração de Independência dos Estados Unidos para defender a medida.
“Em respeito à nossa Declaração de Independência, os americanos nunca serão transportados para além-mar para serem julgados por crimes de faz de conta” , afirmou.
Segundo a Reuters , as sanções congelam eventuais ativos de Akane e Seye nos Estados Unidos e, na prática, restringem o acesso dos 2 ao sistema financeiro norte-americano.
O Departamento do Tesouro autorizou até 17 de setembro, a conclusão de determinadas transações envolvendo os sancionados.
Akane é japonesa e preside o TPI.
Seye, senegalês, integra a equipe da Promotoria que pediu um mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Ele também foi indicado para concorrer a uma vaga de juiz do tribunal.
As medidas fazem parte da ofensiva anunciada por Rubio em julho para enfraquecer o TPI.
Na ocasião, o secretário de Estado disse que a Corte representava uma ameaça à soberania norte-americana e afirmou que o governo pressionaria outros países a reduzir o apoio ao tribunal.
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