A Evertec acelerou em aquisições no Brasil nos últimos anos. Para onde crescer agora?
A Evertec passou por um ciclo acelerado de crescimento desde a sua chegada ao Brasil.
Em três anos, uma sequência de aquisições expandiu o portfólio da companhia em tecnologia para o sistema financeiro e alçou o país ao posto de segundo principal mercado da companhia.
A dúvida é: ainda há para onde crescer? A aquisição da Sinqia , em 2023, colocou a empresa no mapa das soluções de software para bancos, com uma carteira de cerca de 900 clientes.
Desde então, foram cerca de R$ 4 bilhões em novas compras.
Desse montante, R$ 980 milhões foi apenas na operação de aquisição da Dimensa, no início de 2026, o último movimento relevante.
Com o negócio, a Evertec levou um spin-off da TOTVS com participação da B3 e trouxe mais de 15 mil clientes atendidos nos mercados de riscos e seguros, banking e fundos.
No início do ano, a empresa também expandiria sua atuação em tokenização, ativos digitais e infraestrutura blockchain com a BBChain.
Duas frentes foram abertas a partir da estratégia de crescimento inorgânico.
A Evertec expandiu seu portfólio de produtos para o sistema financeiro de um lado e, do outro, entrou no principal mercado disponível para a companhia na América Latina.
Em poucos anos, o Brasil passou a representar 35% da receita da companhia, atrás apenas de Porto Rico, onde foi fundada.
Para onde crescer? “Em que pese termos acabado de fazer uma aquisição importante que precisamos digerir, ainda há oportunidades de investimentos para nós no Brasil”, conta o vice-presidente executivo e head da Evertec Brasil, Claudio Prado.
Embora nenhuma negociação esteja em curso, o executivo avalia que há lacunas entre os atuais produtos oferecidos que podem ser preenchidos de forma inorgânica.
Um dos casos é o mercado de seguros.
A aquisição da Dimensa trouxe consigo um ERP (software de integração de processos de negócio) dedicado às corretoras.
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