El Niño pode virar conta salgada para as seguradoras, mas há uma “proteção” que poucos investidores estão olhando
Fitch alerta para maior vulnerabilidade do campo, mas revela por que não vê risco sistêmico para as seguradoras
Para quem investe em seguradoras na bolsa, o El Niño pode trazer uma variável incômoda para os próximos balanços: um clima mais extremo significa mais sinistros — e potencialmente mais pressão sobre o balanço.
Enchentes, tempestades, secas e ondas de calor tendem a ganhar força e frequência com o fenômeno, aumentando a conta das indenizações e pressionando a sinistralidade das companhias.
Mas, segundo a Fitch Ratings , isso não significa que o setor esteja diante de uma tempestade financeira.
A agência de classificação de risco avalia que o El Niño deve pesar sobre o desempenho técnico de algumas seguradoras, mas que ele não tem força, sozinho, para colocar a indústria em xeque .
Além disso, a conta do evento climático não será igual para todo mundo. O impacto deve variar bastante conforme a região do país e o tipo de seguro — o que pode fazer com que algumas companhias sintam mais no bolso do que outras.
O Brasil tem uma espécie de mapa de riscos próprio. Pela dimensão continental e pela diversidade climática, os efeitos do El Niño mudam bastante de uma região para outra.
No Sul, o maior perigo está em enchentes, tempestades, vendavais e granizo, com potencial para aumentar os sinistros em seguros patrimoniais e de automóveis.
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