A “operação resgate” da Westwing (WEST3): CEO revela o plano para virar o jogo após tombo de 97% desde o IPO
Em 2021, a Westwing (WEST3) chegou à bolsa surfando uma onda que parecia difícil de dar errado: havia dinheiro abundante no mercado, o e-commerce ganhava espaço e a aposta dominante era que o varejo do futuro seria cada vez mais digital — e maior.
Cinco anos depois, a maré baixou bastante.
As ações da Westwing acumulam uma queda de cerca de 97% desde o IPO e, apenas em 2026, o tombo chega a 52% , colocando a varejista entre as estreantes daquela safra de ofertas que tiveram os piores desempenhos na bolsa.
Por trás dessa derrocada está uma história de crescimento que, segundo o atual CEO da companhia, André Machado , acabou levando a Westwing para longe de sua vocação original.
Quando assumiu o comando, em 2025, o executivo encontrou uma empresa que havia queimado cerca de milhões em caixa entre 2022 e 2025.
Antes de pensar em como voltar a crescer, era preciso entender se ainda havia um negócio que valia a pena reconstruir.
“Quando olhei o balanço, foi preciso pensar: ‘a empresa queimou R$ 300 milhões, será que aqui existe um negócio? Ou de fato o melhor caminho é fazer a restituição do capital para eventualmente fechar a companhia?’”, disse Machado, em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro .
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