Com brasileiro na disputa, qual é o próximo passo do mercado de pilotos?
Max Verstappen não só confirmou que fica na Red Bull na próxima temporada, como também estendeu seu compromisso com o time que defende desde 2016, assinando um novo contrato que vai até 2030. O tetracampeão ficando onde está travou um dos efeitos cascata que poderiam acontecer no mercado, e jogou a atenção à outra ponta do grid.
Fernando Alonso passou os últimos meses dizendo que queria esperar até a pausa de agosto para decidir se continua ou não na Fórmula 1. Na retomada do campeonato, na Holanda, o bicampeão de 45 anos afirmou que precisaria de mais tempo porque quer sentar com o dono da Aston Martin, Lawrence Stroll, e o chefe da equipe, Adrian Newey, para entender "como poderia ser mais útil ao time".
Desde que chegou na Aston, Alonso vem repetindo que tem um contrato longo e amplo com a equipe, ou seja, que vai além da carreira como piloto de F1. Então o que dá para entender de suas últimas declarações é que ele precisa decidir se chegou o momento para essa transição.
Stroll gostaria de ter um nome forte para correr ao lado de seu filho Lance. Basta lembrar que, antes de Alonso, era Sebastian Vettel quem ocupava a vaga. E todos os outros campeões estão sob contrato.
Falando em campeões, Lewis Hamilton pode anunciar sua renovação com a Ferrari nas próximas semanas. Ele já tinha um contrato que ia pelo menos até o final de 2027. Verstappen renovou o seu acordo e Lando Norris também está fechado com a McLaren até o fim do ano que vem.
Se Alonso seguir o mesmo caminho que Verstappen, as chances de termos mais movimentos no mercado de pilotos fica bastante limitada. Estão sem contrato Isack Hadjar, Franco Colapinto, a dupla da Racing Bulls e a dupla da Haas.
Na 'família' Red Bull, Nicola Tsolov tem chamado atenção por sua campanha na Fórmula 2, e cabe a eles decidirem se o búlgaro está fazendo o suficiente para entrar na briga por uma vaga como titular.
Sabe-se que eles inclusive abriram conversas com outras equipes no grid para tentar um lugar para ele, até porque Hadjar está indo bem na Red Bull, Lindblad faz um excelente ano de estreia e Liam Lawson, em teoria o mais ameaçado dos três, também está bem neste ano.
O problema é que não parece haver vagas como titular, a não ser na Haas. Ollie Bearman só está pendente de confirmação, enquanto o futuro de Esteban Ocon é o mais ameaçado.
Na Holanda, isso ficou claro com as respostas totalmente diferentes do francês e de seu chefe, Ayao Komatsu, quando questionados sobre o teste que a Haas vai fazer na semana que vem com três pilotos, no circuito de Portimão, em Portugal.
"Me surpreenderia se esses testes tivessem como objetivo a preparação para o ano que vem", disse o piloto francês. Questionado algumas horas depois pelo UOL Esporte se seria justo dizer que todos os pilotos que serão testados estão concorrendo por uma vaga para o ano que vem, Komatsu disse que "Sim, se não tivéssemos interesse, não faríamos isso."
O brasileiro Rafael Câmara está entre os pilotos que participarão deste teste, ao lado de Leonardo Fornaroli (campeão da F3 e F2 e piloto apoiado pela McLaren), e Ryo Hirakawa (piloto bem mais experiente que ambos, apoiado pela parceria da Haas, a Toyota).
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