Governo da Colômbia tem dificuldades no apoio a vítimas de terremoto
Os esforços do governo da Colômbia não têm sido suficientes para atender as vítimas do terremoto que atingiu o país no início da semana, provocando milhares de mortes.
A informação foi divulgada pela diretora-executiva da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), organização religiosa e humanitária ligada ao papa Leão XIV.
Em conversa com o Metrópoles , María Inés Espinosa Calle afirma que a onda de destruição provocada pelo tremor tem impedido a chegada de ajuda do Estado nas regiões mais afetadas.
“A presença do Estado tem sido insuficiente devido a severas barreiras geográficas que dificultam o acesso de suas instituições às áreas mais afetadas: Quibdó, Cali, Pereira e Manizales”, explica a diretora da ACN na Colômbia.
Segundo relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) , os bloqueios em estradas e rotas para as regiões mais atingidas são um obstáculo para medir a real destruição provocada pelo abalo sísmico.
Diante deste cenário, explicou Calle, a Igreja tem assumido o papel de atenção primária às vítimas do terremoto, por meio da arrecadação de fundos que serão destinados para a compra de medicamentos, comida, água e barracas.
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De acordo com o último balanço divulgado pela Unidade Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (UNGRD) , 3.975 pessoas foram feridas.
Estimativas iniciais apontam que mais de 13 mil habitações foram destruídas pelo terremoto, enquanto cerca de 79 mil sofreram danos.
O governo de Abelardo de la Espriella calcula que 378 pessoas continuam desaparecidas — número muito abaixo do relatado em uma plataforma criada pela sociedade civil para registrar casos de sumiço.
No site Colombia te Busca, onde é possível registrar desaparecimentos após o tremor, o paradeiro de 4.253 pessoas segue desconhecido.
Ainda assim, o governo la Espriella disse que só buscou a ajuda de quatro países para os trabalhos de busca e resgate: Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador.
Todos eles são governados por políticos de direita, e alinhados com a política de Donald Trump para a América Latina.
O presidente colombiano, contudo, nega qualquer politização na escolha.
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