Golpes com IA: delegado alerta para novos riscos na biometria e ensina como se proteger
Durante muito tempo, bastava uma senha para proteger uma conta.
Porém, ao longo dos anos, com o avanço das tecnologias, elas se mostraram insuficientes.
Com isso, os códigos enviados via SMS, utilizados como forma de autenticação em dois fatores, e a biometria digital passaram a ser adotados.Mais recentemente, o reconhecimento facial chegou para reforçar a segurança em diversas transações.
E neste contexto, o que antes servia apenas para identificar uma pessoa, passou a funcionar também como uma espécie de chave de acesso.O problema é que, com a mesma velocidade com que as instituições bancárias e as empresas passaram a reforçar seus mecanismos de segurança, os criminosos também encontraram novas formas de burlá-los.Agora, o desafio tem um novo elemento: a inteligência artificial - conjunto de tecnologias que tem sido usado na prática de golpes com imagens de vítimas.
“É um golpe que existe há muito tempo, ele só está evoluindo.
A biometria é uma etapa de segurança que o criminoso precisa passar.
Eles fazem isso de diversas formas.
Antigamente bastava ele ter uma foto sua e anexar.
Nossos dados estão na rede, está tudo na internet, muito fácil o acesso”, explica o delegado Felipe Dias, titular da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (CRCC).
Segundo o titular, diante das fraudes, as instituições passaram não mais aceitar qualquer fotografia e começaram a exigir que as capturas fossem feitas no ato do atendimento, por meio da câmera frontal, mediante vídeos.
Ainda assim, não têm conseguido evitar que alguns clientes se tornem vítimas.
"A partir do momento em que você [bancos/ empresas] exige que o vídeo seja feito pela câmera frontal do telefone, aí já fica muito difícil o cara conseguir burlar.
Mas, consegue.
Ele pode criar um vídeo seu no computador e botar a câmera frontal de frente para o computador.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.