Presidente das Ligas Europeias diz que Infantino “não tem futuro” na Fifa
O presidente das Ligas Europeias, Claudius Schaefer, afirmou que Gianni Infantino “não tem futuro” na presidência da Fifa e defendeu uma reforma na estrutura de comando da entidade que administra o futebol mundial.
Em entrevista ao The Athletic publicada nesta quarta-feira (26), Schaefer afirmou que a organização, que representa 53 ligas profissionais de futebol masculino e feminino, está profundamente preocupada com a gestão de Infantino.
“Nós questionamos a capacidade dele de continuar como presidente.
Aqui na Suíça, tivemos uma visão próxima da Fifa e parece que a influência do presidente cresceu ano após ano.
Decisões importantes são tomadas sem uma consulta significativa aos grupos que serão afetados”, afirmou.
Leia Mais Fifa: presidente das ligas europeias questiona permanência de Infantino Uefa diz ter perdido confiança em Infantino após recuo da Fifa UEFA não recua e mantém boicote à Fifa após crise com Infantino As declarações acontecem em meio ao conflito entre diferentes organismos do futebol após a Fifa abandonar a proposta de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo para investidores privados.
Infantino sofre pressão de três confederações continentais para deixar o cargo: UEFA, da Europa; AFC, da Ásia; e CONCACAF, que reúne países da América do Norte, Central e do Caribe.
As entidades também discutem a possibilidade de apresentar um voto de desconfiança contra o presidente.
“Integridade do esporte” em questão Schaefer também criticou decisões recentes da Fifa que, segundo ele, colocaram em dúvida a integridade da entidade.
Entre elas estão a criação do prêmio da paz da Fifa, entregue ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em dezembro, e a retirada de uma suspensão do atacante americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo após uma ligação de Trump.
“A Fifa é uma associação regida pela legislação suíça e, nessa associação, existem regras.
O presidente e os membros do conselho precisam cumprir seus deveres com cuidado.
É uma questão jurídica”, afirmou.
“Se você toma uma decisão como a do prêmio da paz sem sequer informar o conselho, na minha visão, isso é uma violação da lei.
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