Bradesco concentra R$ 4,8 bilhões em créditos na recuperação da Casas Bahia
O Bradesco é o grupo financeiro com a maior exposição entre os credores da recuperação judicial da Casas Bahia.
Somados os créditos registrados diretamente em nome do banco e os atribuídos ao Banco Digio, controlado pelo Bradesco, são R$ 4,78 bilhões a receber do grupo varejista.
O maior credor individual da relação é justamente o Digio, com R$ 3,28 bilhões.
O Bradesco aparece separadamente com outros R$ 1,50 bilhão.
A exposição conjunta corresponde a cerca de 36% dos R$ 13,3 bilhões em créditos financeiros incluídos na lista apresentada no processo.
O Banco do Brasil vem em seguida, com R$ 2,99 bilhões.
Considerados Bradesco, Digio e BB, os dois grupos bancários concentram aproximadamente R$ 7,77 bilhões, ou 58,4% de toda a dívida financeira relacionada pela Casas Bahia.
A lista mostra ainda uma presença relevante de fundos e veículos de crédito.
O IBCB-AF01 FIDC aparece com R$ 1,09 bilhão, seguido por Intra, com R$ 928,1 milhões, Riza Agronegócio, com R$ 803,8 milhões, Red Asset, com R$ 708 milhões, e Oliveira Trust, com R$ 568,2 milhões.
Continua após a publicidade A composição ajuda a revelar a dependência da Casas Bahia de estruturas de financiamento ligadas ao crediário, antecipação a fornecedores e fundos de recebíveis.
No balanço do segundo trimestre, a companhia mostrava R$ 2,32 bilhões em seu indicador de endividamento bruto, mas deixava fora dessa conta modalidades como CDCI, risco sacado e cotas seniores de FIDCs — instrumentos que, juntos, movimentavam bilhões de reais.
A recuperação judicial envolve R$ 17,3 bilhões em dívidas.
Só os credores financeiros relacionados no documento representam cerca de 77% desse total, mostrando que a renegociação com bancos e fundos deverá ser o centro da disputa para a reestruturação do grupo.
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