Morte violenta de estrela expôs buraco negro escondido; entenda
Existem buracos negros tão “quietos” que passam bilhões de anos despercebidos.
No dia 27 de julho, um novo estudo publicado na revista científica The Astrophysical Journal Letters revelou a descoberta de um desses corpos celestes adormecidos.
É a primeira vez que astrônomos identificam um objeto desse tipo tão distante do centro da sua galáxia.
A sua existência só veio à tona depois que uma estrela passou perto demais e a gravidade extrema levou o astro a uma violenta explosão.
Em outras palavras, o buraco negro só começou a ser visível porque consumiu matéria – o planeta – e, como consequência, produziu um clarão intenso.
“Este é um resultado inédito.
Até agora, partíamos do pressuposto de que buracos negros supermassivos residiam nos centros de galáxias massivas”, afirmou Suvi Gerazi, da Universidade de Maryland (Estados Unidos), em comunicado.
Segundo ela, a descoberta pode mudar a forma como cientistas investigam a evolução das galáxias e de seus próprios buracos negros.
O que os olhos não veem, as estrelas não sentem A ideia de que existem buracos negros “errantes” não é novidade.
Há décadas, os astrônomos previam que colisões entre galáxias eram capazes de arremessar esses objetos para regiões muito afastadas de seus centros, mas, até então, não tinham encontrado nenhum deles.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.