Wall Street fecha em tom misto com inflação em linha com o esperado e ações de IA; S&P 500 volta a se aproximar de recorde
Os índices de Wall Street encerraram o pregão sem direção única com retomada das posições em inteligência artificial e impasse nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz no Oriente Médio.
As ações ligadas à inteligência artificial voltaram ao tom positivo após os balanços de CoreWare e Supermicro reforçarem a percepção de que a demanda por infraestrutuura de IA segue firme.
Os papéis da CoreWeave subiram 19,28% (US$ 107,73) após a margem de lucro operacional ajustada de 5% no segundo trimestre, superando as expectativas, enquanto a receita dobrou em relação ao mesmo período na base anual. As ações da Super Micro Computer subiram 19,02% (US$ 27,61) após uma nova previsão de lucros e receitas.
Os investidores concentraram as atenções a novos dados de inflação, enquanto o impasse nas impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz persiste.
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês). avançou 0,1% no mês de julho, após um recuo de 0,04% em maio. A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 3,4%, em linha com o esperado pelo mercado. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).
O dado, ainda que não seja o preferido do Fed para inflação, é usado pelo mercado para calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros na maior economia do mundo.
Após o CPI, o mercado aumentou a aposta de manutenção dos juros na próxima decisão do Fed, em setembro. Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 60,1% chance de juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, contra 51,6% ontem. Já a probabilidade de alta de juros em 0,25 ponto percentual caiu de 48,4% ontem para 39,9% hoje.
Para Ellen Zentner, estrategista-chefe de economia da Morgan Stanley Wealth Management, a “inflação em linha com as expectativas mantém intacta a narrativa de que ‘não há necessidade de aumentar as taxas de juros’”.
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