TSE dá andamento a ação contra Lula e Alckmin por desfile na Sapucaí
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu dar prosseguimento a uma ação apresentada pelo Novo contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) por causa do desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval deste ano.
A informação foi confirmada pela CNN Brasil .
A decisão foi tomada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, que entendeu haver elementos suficientes para que as acusações sejam analisadas.
Lula e Alckmin foram intimados a apresentar defesa em até cinco dias.
Quando serão os debates presidenciais de 2026? Veja o calendário completo A medida não significa que o tribunal tenha reconhecido a existência de irregularidades.
Nesta etapa, o TSE apenas autorizou a continuidade do processo.
O ponto central da ação é o desfile levado à Marquês de Sapucaí em fevereiro, com um enredo inspirado na trajetória pessoal e política de Lula.
Para o Novo, a apresentação ultrapassou o campo cultural e funcionou como promoção da imagem do presidente em um momento anterior ao início oficial da campanha.
Leia também TSE manda retirar vídeo de Flávio Bolsonaro que associa Lula ao PCC e ao CV A maioria dos ministros considerou que a publicação extrapolou os limites da disputa eleitoral ao sugerir uma ligação entre Lula e facções PT afirma que lançamento de campanha de Lula em SP teve 40 mil pessoas Partido impediu que jornais e entidades realizassem filmagens aéreas, o que impediu outras fontes de contagem do público O partido também questiona o financiamento da escola.
Segundo a ação, a Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 9,65 milhões em recursos públicos provenientes das prefeituras de Niterói e do Rio de Janeiro, do governo estadual e da Embratur.
A sigla sustenta que a combinação entre dinheiro público, exposição nacional do desfile e associação direta com a figura de Lula pode configurar abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
Quem pode doar para campanha política? Entenda as regras Com base nesses argumentos, o Novo pede a cassação do registro da chapa formada por Lula e Alckmin e a declaração de inelegibilidade do presidente.
A discussão agora passa a ser sobre o efeito eleitoral concreto do desfile.
O TSE terá de avaliar se a homenagem, somada ao financiamento público e à repercussão em televisão e plataformas digitais, foi capaz de produzir vantagem eleitoral incompatível com as regras da disputa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.