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Ciência

Como bactérias modificadas podem diminuir quantidade de carbono nos oceanos

Galileu ·
Como bactérias modificadas podem diminuir quantidade de carbono nos oceanos

Por milênios, os níveis de gás carbônico na atmosfera foram regulados a partir da erosão, da decomposição e da dissolução de rochas e minerais expostos à água, ao ar e à vida biológica.

Nos últimos séculos, porém, esse processo têm sofrido alterações drásticas.

Agora, cientistas têm analisado formas de equilibrar esse ciclo e, sobretudo, remover o excesso de CO₂ da atmosfera, de maneira mais rápida.

A ideia parte de uma premissa simples: quanto mais quente estiver o planeta, mais rápida será a erosão das rochas.

Esses “farelinhos” que caírem na água se dissolvem e é aí que eles absorvem o CO₂ da atmosfera para, assim, resfriar o planeta.

Isso não quer dizer que os cientistas querem deixar o planeta mais quente, mas otimizar e acelerar o resfriamento.

E eles descobriram como calibrar esse termostato: com bactérias Alteromonas macleodii geneticamente modificadas, capazes de acelerar a decomposição do mineral e aumentar a quantidade de CO₂ removida do ar.

A descoberta foi publicada na revista científica Nature Biotechnology na última sexta-feira (28).

Como as bactérias atuam? Durante o ciclo da erosão natural das rochas, partículas maiores de minerais se dissolvem em partículas menores, como a olivina – formada por átomos de silício (Si) e oxigênio (O) – que quebra em magnésio (Mg), ferro (Fe) e silicato (SiO₄).

São essas micro partes que acabam por ser as responsáveis pelo aprisionamento do CO₂ atmosférico na água na forma de bicarbonato (HCO₃⁻ ).

Até aí, o processo segue o seu fluxo.

Mas há um problema: o ferro liberado não é solúvel quando exposto ao ar.

No fim das contas, é quase como o “trocar seis por meia dúzia” - ou melhor, trocar a concentração de CO₂ por um metal possivelmente nocivo para a vida marinha.

Um dos principais seres vivos prejudicados pelo superaquecimento das águas marinhas e da emissão de CO₂ são os recifes de corais PxHere Então, é a partir desse ponto que as bactérias entram em ação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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