Reino Unido promete ajudar Ucrânia a fazer mísseis; Rússia ameaça
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O Reino Unido prometeu nesta segunda-feira (24) auxiliar a Ucrânia a fabricar mísseis de cruzeiro avançados, sendo acusado pela Rússia de "jogar óleo na fogueira" do conflito iniciado por Vladimir Putin em 2022.
Segundo ele, o governo britânico irá remover as travas para transferência tecnológica que permitam a fabricação de modelos Storm Shadow , operados desde 2003 com seu irmão gêmeo francês, o Scalp-EG.
Os mísseis já foram doados aos ucranianos no conflito, com efeito devastador, mas simplesmente não há estoque suficiente deles. A promessa de Burnham, contudo, não atende ao principal problema dos ucranianos, a falta de munição para suas baterias antiaéreas americanas Patriot.
Isso tem levado a uma taxa de eficácia grande dos ataques com mísseis balísticos russos, o que ajudou a elevar a mortalidade de civis no conflito para seu maior nível desde o primeiro mês da invasão.
Além disso, é uma promessa de longo prazo. Mesmo que os entraves burocráticos sejam levantados, demoraria alguns anos para uma linha estar pronta e operando. Enquanto isso, o governo de Volodimir Zelenski conta com doações e com a aceleração de seus modelos domésticos.
Um deles é o Flamingo, um míssil de cruzeiro muito mais rudimentar em comparação com o Storm Shadow/Scalp-EG. Ele começou a ser empregado inicialmente com sucesso contra alvos na Rússia, mas relatos indicam que agora Moscou já consegue abatê-lo facilmente, empregando vigilância com aviões-radar.
Na semana passada, Burnham havia dito que manteria o apoio militar a Kiev após Moscou afirmar que o fornecimento de drones lançados contra cidades russas significava a participação direta de Londres no conflito. A declaração sugeria uma retaliação que até aqui não veio.
"Apesar das ameaças ultrajantes da Rússia a meu país, nós vamos continuar nosso apoio à Ucrânia", afirmou nesta segunda junto de Zelenski. O britânico comparou a resistência local à de seu país contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial.
"Minha nação manteve a chama da liberdade europeia viva no século 20, e vocês carregam essa chama no [século] 21", afirmou o premiê.
Zelenski manteve o tom desafiador em seu discurso do Dia da Independência, proferido em meio a uma crise política na qual ele está sendo pressionado por um popular ex-ministro da Defesa a realizar eleições —interditadas devido à lei marcial declarada com a guerra.
"Os ucranianos não serão paralelepípedos sob os pés de czares e governantes. Os ucranianos não vão se submeter àquilo em que não acreditam e não serão fichas de barganha na disputa de capitais", afirmou.
Burnham e o presidente do Conselho Europeu , o português António Costa, eram as autoridades mais destacadas no evento. Também estavam presentes líderes da Finlândia, Noruega, Dinamarca e dos três Estados Bálticos.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.