Casal passa alguns dias fora e encontra canteiro de arbustos arrancado para passagem de máquinas na obra vizinha, ele exige recuperação da faixa afetada, e vizinho alega que era necessário
Máquinas usam parte do jardim como passagem e deixam arbustos removidos e solo compactado
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O canteiro de arbustos arrancado para permitir a passagem de máquinas abriu um conflito entre dois imóveis vizinhos. Ao retornar para casa, o casal encontrou plantas removidas, solo compactado e parte do jardim transformada em acesso para a obra ao lado. O vizinho afirma que não havia outra passagem, mas os moradores exigem a recuperação da faixa afetada.
O Código Civil admite o uso temporário do imóvel vizinho quando a entrada for indispensável para construção, reparação, reconstrução ou limpeza de uma casa ou muro divisório. O artigo 1.313, porém, determina que exista aviso prévio. A necessidade técnica não representa uma autorização para entrar sem comunicar os moradores ou alterar livremente o jardim.
Também será preciso verificar se a passagem pelo terreno era realmente indispensável ou apenas mais rápida e barata para a obra. A análise pode considerar:
O parágrafo terceiro do artigo 1.313 estabelece que, se o exercício desse direito provocar dano, o prejudicado terá direito ao ressarcimento. Assim, mesmo que a passagem das máquinas fosse comprovadamente necessária, isso não afasta a obrigação de corrigir os estragos. A discussão muda de foco, saindo da possibilidade de acesso para chegar ao custo da recuperação do canteiro .
A reparação deve buscar uma condição próxima daquela existente antes da obra. Isso pode incluir retirada de entulho, descompactação do solo, recomposição do substrato, correção do sistema de irrigação e plantio de novos exemplares. Se os arbustos eram adultos, a substituição por mudas muito pequenas pode não recuperar imediatamente a privacidade, a sombra ou o acabamento paisagístico perdido.
Um paisagista, engenheiro agrônomo ou técnico habilitado pode avaliar as espécies removidas e preparar um orçamento. O documento deve considerar plantas de porte compatível, mão de obra, transporte, adubação e manutenção inicial. Quando não for possível encontrar exemplares equivalentes, a indenização poderá levar em conta o custo de uma solução paisagística capaz de recompor a mesma função.
O casal deve registrar a área antes que a empresa responsável tente cobrir marcas ou concluir o acabamento. Fotografias antigas também ajudam a demonstrar a densidade e o porte dos arbustos. Entre as provas úteis estão:
Registros visuais, documentos, mensagens e avaliações de custo podem ajudar a reconstruir o que aconteceu e a demonstrar a extensão dos prejuízos.
Guarde imagens do canteiro feitas antes e depois da passagem das máquinas para comparar as condições do local e registrar as alterações ocorridas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.