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Só lembra da Europa nas férias? Este economista alemão diz por que o seu patrimônio também deveria viajar para lá

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Só lembra da Europa nas férias? Este economista alemão diz por que o seu patrimônio também deveria viajar para lá

Se o seu passaporte já tem carimbos da Europa ou se cidades como Paris e Londres estão no topo da sua lista de desejos, talvez seja a hora de mandar a sua carteira de investimentos fazer essa mesma viagem.

Na hora de internacionalizar o patrimônio, o investidor pessoa física costuma fazer escala única nos EUA .

O problema é que esquecer os mercados europeus é o equivalente financeiro a ir para a França e não ver a Torre Eiffel : você está deixando passar a melhor parte da paisagem.

Quem defende olhar para a Europa além do turismo é Achim Wambach , presidente do influente instituto de pesquisa econômica ZEW .

Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro , o economista alemão mostra como a região pode atuar como um excelente contrapeso de proteção para a carteira do investidor brasileiro — ao mesmo tempo em que analisa os dilemas econômicos e as oportunidades do Brasil sob a ótica internacional.

A tese de diversificação na Europa Ao abordar a alocação de capital no exterior, Wambach defende que a inclusão de ativos europeus em uma carteira diversificada faz sentido para o brasileiro não necessariamente pela velocidade de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da região, mas pela robustez das instituições.

“A Europa oferece uma boa exposição a esses temas porque tende a oferecer mercados pautados por regras, mercados de capital profundos e arcabouços jurídicos e regulatórios relativamente previsíveis”, diz.

Segundo ele, em um ambiente global marcado por volatilidade e disputas geopolíticas, a previsibilidade regulatória do mercado europeu pode atuar como um porto seguro útil para equilibrar o risco de carteiras concentradas em mercados emergentes .

Para o investidor que mira o horizonte da próxima década, o chefe do ZEW indica que as melhores teses de investimento estarão na intersecção entre demanda estrutural reprimida e apoio regulatório estatal.

Entre os setores com fundamentos mais sólidos no cenário internacional, Wambach destaca eletrificação e redes elétricas, diante da modernização e expansão da transmissão de energia; infraestrutura digital, para pegar carona nas cadeias de suporte a data centers, semicondutores e conectividade; e tecnologia limpa, com foco em equipamentos e suprimentos para a transição energética.

O economista alemão também chama atenção para a logística global, para quem está de olho em ativos imobiliários e de transporte impulsionados pela reorganização das cadeias de suprimento.

Achim Wambach, presidente do instituto de pesquisa econômica ZEW O teste que você deveria fazer antes de investir Seja nos EUA ou na Europa, Wambach dá conselhos práticos para quem quer ter uma parte da carteira no exterior.

O primeiro deles é um teste de estresse simples para avaliar empresas da bolsa .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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