A conta que ficou: Lava Jato e os escombros de uma indústria desmontada
Na noite desta quinta-feira (27), durante a entrevista concedida à TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a um dos episódios mais controversos e decisivos da história recente do Brasil.
Ao falar sobre sua prisão e sobre a Operação Lava Jato, Lula lembrou que foi vítima de “uma das maiores mentiras montadas neste país”, cujo objetivo era impedir sua candidatura em 2018, desmontar a indústria brasileira de engenharia e construir uma imagem negativa da Petrobrás.
Lula também lembrou da atuação da imprensa.
Disse que poderia ter deixado o Brasil, mas decidiu ir para a prisão porque queria provar que o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol haviam mentido e que, um dia, a imprensa brasileira pediria desculpas por ter comprado e vendido aquela narrativa.
Ao ser interrompido pela jornalista Renata Vasconcellos, que afirmou que os jornalistas da Globo haviam cumprido sua obrigação de noticiar os fatos, o presidente insistiu: “É difícil pedir desculpa”.
E voltou a mencionar o PowerPoint mentiroso contra ele.
É preciso destacar que um dos objetivos centrais da Lava Jato foi a criação de um ambiente favorável ao golpe de Estado, ocorrido em 2016, contra a presidenta Dilma Rousseff, paralisando a Petrobrás e seus investimentos.
Consequentemente, paralisaram a economia brasileira e as grandes empresas nacionais que estavam se destacando como players mundiais, além da disputa internacional estratégica pelo petróleo e pela energia.
Ao mesmo tempo, começaram a ser anunciados projetos de privatização da Petrobrás.
Para a categoria petroleira, os efeitos dessa ofensiva também foram sentidos nas ruas: passamos a sofrer perseguições, xingamentos e a sermos tratados como bandidos.
Petrobrás, no imaginário popular, virou sinônimo de corrupção.
Foi como reação a esse massacre moral que os trabalhadores passaram a usar o jaleco laranja como símbolo do orgulho de ser petroleiro e petroleira.
Foi um jeito de resistirmos à tentativa de desmoralização da categoria.
O nosso jaleco, que nasceu naquele contexto como uma forma de reafirmar a identidade e a dignidade dos trabalhadores, tornou-se um símbolo de resistência e de luta que permanece até hoje.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.