MP do fim da taxa das blusinhas: comissão estuda incluir exclusividade de entrega pelos Correios
A comissão mista que analisa a medida provisória (MP) do fim da taxa das blusinhas analisa incluir uma regra para que os Correios tenham exclusividade na entrega das compras internacionais isentas.
O pedido, segundo os parlamentares, foi por parte da estatal e ainda será analisado.
A votação da MP que acaba com o imposto de compras internacionais de até US$ 50 seria votado na manhã desta terça-feira (1º).
Contudo, o presidente da comissão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), adiou a análise para a parte da tarde para que discutam os últimos detalhes do texto.
A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), e Reginaldo devem ter uma reunião com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula antes da votação.
“A gente tem que ser pragmático.
Tenho que ter muita responsabilidade.
Então não é que eu vejo com bons olhos ou não [o pedido dos Correios], estamos vendo o que pode avançar ou não”, disse Leila.
"A estrutura do texto [do governo] será mantida, mas teremos ajustes para apaziguar o cenário e os diversos interesses”.
Agora no g1 A medida pedida pelos Correios faria com que a empresa tivesse a exclusividade para a logística das compras internacionais de até US$ 50, do processo de liberação aduaneira até a entrega no domicílio dos compradores.
Até 2024, antes do Programa Remessa Conforme, a estatal tinha uma espécie de monopólio para esse tipo de transação.
Com a implementação do programa, a legislação brasileira passou a permitir que empresas de transportes façam o frete pelo Brasil de mercadorias internacionais, deixando de ser obrigatória a distribuição das encomendas junto aos Correios, como era feito até então.
E isso teve impacto econômico para a empresa brasileira. 🔎O Remessa Conforme é um programa da Receita Federal que reúne empresas de comércio eletrônico internacional.
Pelo sistema, as plataformas informam os dados da compra antecipadamente ao Fisco, o que permite a cobrança e a fiscalização dos tributos sobre as encomendas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.