Colonos voltam a cercar famílias na Cisjordânia enquanto Israel amplia controle
Colonos israelenses voltaram a aparecer diante de uma das casas palestinas sitiadas no vilarejo de Qusra , na Cisjordânia. O diário Times of Israel publicou neste sábado (15/08) imagens mostrando um grupo de mais de uma dúzia de colonos chegando à entrada de uma residência palestina com uma família sitiada. A casa, assim como outras moradias, está sob cerco de colonos há vários dias.
A notícia demonstra tolerância do Estado de Israel à ação de invasão, expulsão de moradores e roubo de casas palestinas apesar das autoridades israelenses terem decidido desmontar um posto avançado estabelecido pelos colonos na área, depois da pressão exercida pela comunidade internacional nos últimos dias.
Nesta sexta-feira (14/08), a Organização das Nações Unidas (ONU) , através de suas agências relacionadas a temas de direitos humanos e da causa palestina, emitiu um comunicado condenando o cerco realizado por colonos israelenses contra famílias palestinas na Cisjordânia.
De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF, por sua sigla em inglês), tropas foram enviadas ao local, reforçando a presença militar no território palestino, e os colonos então deixaram a aldeia “por sua própria vontade”. Não foram registradas detenções.
A agência Associated Press informa que embora os militares israelenses tenham desmontado a estrutura armada pelos colonos, e ampliado sua presença na localidade, os colonos continuaram nas proximidades das casas. Na sexta-feira (14/08), ativistas tentaram levar água e alimentos às famílias, mas foram impedidos pelos militares de chegar diretamente às residências.
São três famílias palestinas, cerca de 15 pessoas, incluindo duas crianças, que ficaram isoladas durante vários dias. O cerco teria envolvido o bloqueio de acessos e o corte de água e eletricidade.
A agência Reuters informou neste sábado (15/08) que o governo dos Estados Unidos está pressionando Netanyahu para que condene publicamente os colonos responsáveis pelo cerco. A pressão aumentou, conforme a agência de notícias, depois que se confirmou que uma das casas cercadas pertence à família de um palestino-americano residente em Ohio.
O embaixador americano em Israel, Mike Huckabee, fez uma condenação excepcionalmente dura. Ele chamou os responsáveis pelo cerco de “terroristas israelenses” e afirmou que a ação contra a família era criminosa.
Em repercussão à declaração de Huckabee, a emissora catari Al Jazeera destacou que o fato é politicamente relevante porque o embaixador é conhecido por sua posição fortemente favorável ao movimento de colonização israelense. A crítica pública aos colonos envolvidos em Qusra, ganhou repercussão significativa na opinião pública israelense.
Na quinta-feira (13/08), o jornal The Guardian informou que soldados israelenses retiraram duas famílias palestinas de suas casas, enquanto “ocupavam temporariamente” as residências sob a justificativa de realizar uma operação militar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.