Genro de Trump se reúne com líder do Hamas para tentar salvar acordo de paz em Gaza, diz agência
Jared Kushner, genro de Donald Trump, e sua mulher, Ivanka, filha do presidente dos EUA, em foto de fevereiro de 2026.
REUTERS/Carlos Barria/File Photo Jared Kushner, negociador dos Estados Unidos e genro do presidente Donald Trump, realizou uma reunião rara com o chefe do grupo terrorista Hamas neste domingo (16), segundo a agência de notícias Associated Press.
O encontro faz parte de um novo esforço diplomático para destravar o cessar-fogo na Faixa de Gaza, disse a agência.
Kushner deve se reunir com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta segunda-feira (17).
As negociações tentam salvar um novo plano de 15 pontos, apoiado pelos EUA, que prevê o desarmamento do Hamas e a retirada de Israel do território palestino, devastado pela guerra.
Agora no g1 Estão em jogo as vidas de cerca de 2 milhões de pessoas e a reconstrução do enclave, atualmente controlado em grande parte por forças israelenses, mais de 10 meses após o fim das principais operações militares.
O encontro no Egito com o líder do Hamas, Khalil al-Hayya, foi confirmado à AP por autoridades sob condição de anonimato.
Kushner liderou um trio de enviados dos EUA em uma reunião que também contou com representantes do Egito, Catar e Turquia — países que atuam como mediadores.
No ano passado, uma reunião semelhante ajudou a costurar o cessar-fogo.
No entanto, os avanços estagnaram devido ao impasse sobre o desarmamento do grupo terrorista.
Na semana passada, Netanyahu rejeitou o plano de 15 pontos, em uma rara demonstração pública de oposição ao governo Trump, principal aliado de Israel.
Agora, Kushner, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o diretor do Conselho de Paz criado pelos EUA, Nickolay Mladenov, devem se reunir com o premiê israelense a portas fechadas.
Antes da reunião, potências regionais, incluindo Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, emitiram um comunicado condenando a postura de Israel.
O documento afirma que o país "agora tem a responsabilidade por obstruir os esforços para trazer a paz a Gaza".
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